MP denuncia 4 homens por acorrentar menor nu em poste no Flamengo
A 5ª Promotoria de Justiça cobra a prisão preventiva dos acusados
Rio de Janeiro|Do R7

O MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) denunciou quatro homens pela agressão a 3 adolescentes no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio. O crime foi cometido em 31 de janeiro deste ano e, na ocasião, uma das vítimas foi acorrentada pelo pescoço, completamente sem roupas, em um poste na avenida Oswaldo Cruz. A 5ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal cobra que os acusados sejam presos preventivamente.
Os quatro vão responder por sequestro majorado (cárcere privado), lesão corporal e formação de quadrilha. São eles João Victor Andrade de Moraes, Raphael Silva Fernandes dos Santos, Yuri Nogueira Maimone e Leonardo Bollinger Scherer.
De acordo com o MPRJ, no dia das agressões, cerca de 20 pessoas cercaram os três menores, próximo ao monumento a Estácio de Sá. O grupo chegou em aproximadamente 15 motocicletas, portando capacetes, tacos de baseball e correntes, usados para agredir os menores. Um indivíduo também portava uma arma de fogo.
Ainda segundo o Ministério Público, João Victor Moraes golpeou um dos menores no rosto com um capacete e Raphael Santos golpeou a vítima com uma corrente. O adolescente desmaiou e foi levado ao local onde foi preso ao poste, com um instrumento conhecido como “tranca volante”.
O MP afirma ainda em seu relatório, encaminhado à Justiça na quarta (10), que as outras duas vítimas conseguiram fugir, sendo perseguidas por parte do grupo. Uma delas correu até a rua Senador Vergueiro, onde continuou a ser agredida até a intervenção de uma testemunha. A outra correu pela Praia do Flamengo, tentando se abrigar em um edifício, mas foi localizada pelos agressores e voltou a ser espancada com golpes de capacete, socos e chutes até conseguir fugir novamente.
Em um trecho do documento, o MPRJ argumenta que "os quatro denunciados se associaram com outros indivíduos, com objetivo específico de praticar crimes movidos por um sentimento de 'vingança privada', posto que entendiam que não estavam sendo devidamente protegidos pelas autoridades estatais, assim, se organizaram para patrulhar os bairros de Laranjeiras, Catete e Flamengo, 'punindo' verbal ou fisicamente aqueles que julgavam estar praticando crimes, utilizando armas brancas (correntes e tacos de baseball, ou qualquer outro instrumento que possuíssem, como capacetes) e arma de fogo para a prática delituosa. Os próprios indiciados afirmam estar associados naquele sentido".
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