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MP-RJ oferece nova denúncia contra atropelador de Copacabana

Antônio Almeida Anaquim foi denunciado pelos crimes de homicídio culposo e lesão corporal culposa; acidente aconteceu no dia 18 de janeiro

Rio de Janeiro|Juliana Valente, do R7*

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Motorista estava com a carteira de habilitação suspensa
Motorista estava com a carteira de habilitação suspensa

O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) ofereceu uma nova denúncia contra Antônio de Almeida Anaquim nesta quarta-feira (4). No documento, o órgão denunciou o empresário por homicídio culposo e lesão corporal culposa.

Anaquim foi o responsável pelo atropelamento de 18 pessoas e pelas mortes de um bebê de oito meses e de um turista na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, no dia 18 de janeiro. 


Para o MP-RJ, "o empresário agiu de forma negligente, pois, apesar de estar plenamente ciente de que possuia deficiências neurológicas decorrentes de epilepsia, negou estas condições durante a renovação da carteira nacional de habilitação". 

Ainda de acordo com o Ministério Público, o denunciado, na data do atropelamento, estava com o direito de dirigir suspenso e, mesmo assim, optou por conduzir o carro, o que agravou sua responsabilidade no acidente. 


Carteira suspensa

No dia 5 de junho, a Justiça do Rio de Janeiro aceitou uma denúncia por falsidade ideológica contra o empresário. 


De acordo com Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro), o motorista rasurou o documento para renovação da carteira de habilitação na resposta ao questionamento “você toma algum remédio ou faz algum tratamento de saúde”.

No entanto, em depoimento à polícia, após o atropelamento, Antônio afirmou que sofria epilepsia e, no momento do acidente, teria sofrido um apagão quando dirigia. Segundo o Detran, essa informação também foi omitida na ficha preenchida em dezembro de 2015.


Suspensa desde maio de 2014, a carteira de motorista de Antônio somava, no dia do crime, 62 pontos por infrações como avanço de semáforo no sinal vermelho e estacionamento proibido. Em nota, o Detran afirmou que o documento não foi devolvido para a realização do curso de reciclagem, como exigido.

O R7 tenta contato com a defesa do suspeito.

* Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa

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