Rio de Janeiro MPF denuncia Wilson Witzel, pastor Everaldo e outras 11 pessoas

MPF denuncia Wilson Witzel, pastor Everaldo e outras 11 pessoas

Denúncia aponta que Witzel teria se utilizando do cargo de governador do Rio para receber vantagens indevidas no valor de R$ 53,3 milhões

Witzel foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

Witzel foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro

Pilar Olivares/Reuters - 28.08.2020

O MPF (Ministério Público Federal) denunciou nesta terça-feira (15) o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o pastor Everaldo, o ex-secretário de Saúde do Rio Edmar Alves dos Santos, empresários e advogados pelos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro por intermédio de organização criminosa.

A denúncia está ligada às investigações da Operação Kickback, que cumpriu dez mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, de medidas cautelares e indisponibilidade de bens dos investigados.

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Além da condenação dos denunciados, o MPF pediu ao STJ a perda da função pública, em especial, para Wilson Witzel, e indenização por danos morais no valor mínimo de R$ 106,7 milhões, o dobro do montante desviado e lavado pelos denunciados.

De acordo com a denúncia, Wilson Witzel teria se utilizando do cargo de governador do Rio, em ao menos 11 oportunidades, para receber vantagens indevidas no valor de R$ 53.366.735,78, agindo em conluio com pastor Everaldo, Edmar Santos e o empresário Edson da Silva Torres.

O grupo teve o auxílio dos advogados Wagner Bragança e Juliana Nunes Vieira Leite e do operador financeiro Victor Hugo Amaral Cavalcante Barroso. A propina foi paga pelo empresário José Mariano Soares de Moraes, com a intenção de obter facilidades no pagamento de valores inscritos em restos a pagar devidos pela Secretaria de Saúde à organização social Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus. Todos os envolvidos foram denunciados.

As ações do grupo foram concretizadas em diversos períodos e sempre com o conhecimento de Witzel, pastor Everaldo, Edmar e Edson. Os valores eram sempre transferidos pelo advogado Wagner Bragança.

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