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MPRJ cumpre mandados contra policiais suspeitos de receber propina de traficantes em Japeri

PMs eram pagos para não reprimir o tráfico de drogas em comunidades do município

Rio de Janeiro|Do R7

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Agentes do Gaeco cumpriram sete mandados de busca e apreensão contra dois policiais militares Reprodução/MPRJ

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro cumpriu, nesta sexta-feira (3), sete mandados de busca e apreensão contra dois policiais militares investigados por associação criminosa armada e corrupção passiva majorada. A ação contou com apoio da CSI e da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

As investigações apontam a existência de um esquema de recebimento de propina paga por traficantes ligados à facção Comando Vermelho, com o objetivo de garantir que não houvesse repressão ao tráfico de drogas em comunidades do município de Japeri, na Baixada Fluminense.


Segundo o Ministério Público, há fortes indícios de que os policiais investigados integravam uma estrutura criminosa que atuava de forma sistemática na região, facilitando a circulação de drogas e a atuação de traficantes em áreas sob sua responsabilidade de patrulhamento.

A apuração teve início a partir de investigações relacionadas ao policial militar Alan Silva do Nascimento, que já responde por outros crimes e possui condenação por tráfico de drogas, além de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito e munições.


No curso das diligências, o Gaeco identificou a prática recorrente de atos de corrupção atribuídos ao agente e, segundo as investigações, também a integrantes de sua antiga guarnição.

O grupo, à época, se autodenominava “Irmãos Metralha” e era composto pelos policiais agora alvos da operação. Os agentes estavam lotados no 24º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento de municípios como Queimados, Japeri, Paracambi, Seropédica e Itaguaí.


Os mandados, expedidos pelo Juízo da Auditoria da Justiça Militar a pedido do Gaeco, foram cumpridos em endereços localizados em Queimados e Nova Iguaçu, além do 20º Batalhão de Polícia Militar, atual unidade de lotação dos investigados.

As investigações seguem em andamento para aprofundar a análise do material apreendido e identificar outros possíveis envolvidos no esquema de corrupção e proteção ao tráfico na região.

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