Rio de Janeiro Museu Nacional passa por restaurações e planeja reabertura

Museu Nacional passa por restaurações e planeja reabertura

Incêndio que destruiu parte do acervo em 2018 completa três anos nesta quinta-feira (2). Instituição histórica pode reabrir em 2026

  • Rio de Janeiro | Inácio Loyola, do R7*, com Record TV Rio

O Museu Nacional passa por um processo de reconstrução e restauração de obras para uma reabertura em 2026. O incêndio que atingiu a instituição, em 2018, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro, completa três anos nesta quinta-feira (2).

Museu nacional passa por processo de restauração

Museu nacional passa por processo de restauração

Divulgação

O palácio foi abrigo da Família Real portuguesa, moradia da Família Imperial e também sede da Primeira Assembleia Constituinte do Brasil. O local foi transformado em museu em 1892.

O Museu Nacional tinha um acervo de 20 milhões de peças e abrigava pesquisas de diversas áreas da ciência. Após o incêndio, os pesquisadores começaram um trabalho de resgate das peças do museu que durou 500 dias.

Os operários e servidores continuam as obras para reconstruir a estrutura do prédio e restaurar as peças danificadas pelo incêndio.

A vice-coordenadora do Núcleo de Resgate, Luciana Carvalho, explicou sobre a recuperação da sala do Egito, que era uma das principais exposições visitadas por estudantes da rede pública e privada. “Os artefatos que estavam nas múmias ou nas tumbas foram encontrados em boas condições. A gente continua a ter o maior acervo da América Latina”, informou.

Um projeto tecnológico de impressão 3D ajuda a reconstruir peças históricas que foram destruídas durante o incêndio. Os modelos tridimensionais também orientam os pesquisadores a restaurarem objetos danificados para deixá-los o mais próximo possível do formato original.

A previsão é que o museu nacional seja reaberto com novas exposições em 2026, porém o diretor da instituição, Alexandre Kellner, prevê a reconstrução dos jardins já em 2022: “Muito em breve nós vamos iniciar as obras da fachada histórica e dos telhados. A ideia é: em 2022 devolver parte da instituição para a sociedade através dos seus jardins”, afirmou.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.

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