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Leniel Borel relata no Tribunal do Júri apelo de Henry: “Não, mamãe, não”

Segundo o pai, Henry só aceitou ir com a mãe após a promessa de que ele sairia da casa onde morava

Rio de Janeiro|Do R7

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Henry com o pai, Leniel Borel
Henry com o pai, Leniel Borel

No depoimento prestado no tribunal, Leniel Borel traz um relato detalhado sobre o último fim de semana que passou com o filho, Henry, destacando comportamentos da criança, episódios que considerou incomuns e momentos que, segundo ele, ficaram marcados como as últimas memórias ao lado do menino.

De acordo com Leniel, ele buscou Henry na manhã de sábado no condomínio onde a criança morava. O menino foi entregue por Monique, mãe de Henry, junto com a avó materna, após a chegada de um carro de aplicativo. Já nesse primeiro contato, ele afirmou ter notado marcas no corpo da criança, uma no nariz e outra roxa na perna. Ao ser questionado, Henry disse que não sabia explicar a origem.


Fim de semana com o pai

Leniel contou detalhes do fim de semana com o filho. Disse que ainda no sábado comprou livros infantis para o menino e, já em seu apartamento, Henry pediu para brincar com dois amigos. As crianças foram até a piscina do condomínio, onde Leniel afirmou ter permanecido do lado de for a, supervisionando o tempo todo.

No mesmo dia, Henry tinha uma festa de aniversário de uma amiga. Antes disso, eles foram a um shopping na zona oeste do Rio de Janeiro, onde compraram um presente e encontraram a avó paterna. Em seguida, seguiram para uma festa em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.


Leniel afirmou que o filho se comportou normalmente durante toda a programação, alimentando-se bem e sem apresentar qualquer alteração significativa. Após o evento, Henry dormiu no caminho de volta para casa e teria passado a noite tranquilamente.

Domingo e últimos momentos

No domingo pela manhã, pai e filho abriram os brinquedos comprados no dia anterior. Leniel relatou que sempre teve cuidado ao falar sobre Jairo, companheiro de Monique, para não influenciar negativamente a criança, pois temia perder a guarda.


Em um momento que o emocionou durante o depoimento, ele contou que colocou uma música e gravou Henry cantando. Segundo ele, essa foi a última imagem registrada do filho.

No início da tarde, Leniel, uma amiga e Henry foram almoçar em um restaurante no Recreio. Ele afirmou que, ao longo do dia, Monique enviou mensagens pressionando para que o menino fosse devolvido naquele mesmo dia, atitude que ele considerou incomum.


Momento da entrega

Leniel contou que, ao entregar Henry à mãe, o menino ficou muito nervoso, teve ânsia de vômito e resistiu em ir com Monique, agarrando-se a ele e repetindo: “não, mamãe, não”. O pai tentou acalmá-lo, dizendo que a mãe era boa, mas, segundo o depoimento, a criança discordou. Henry só aceitou ir após a promessa de que sairia do local onde morava. O depoimento de Leniel deve durar mais de seis horas.

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