Novas buscas após denúncia não encontram Amarildo; polícia deve fazer reconstituição nesta semana
Denúncia de morador à polícia apontava corpo enterrado na parte alta da Rocinha
Rio de Janeiro|Do R7

Novas buscas na Rocinha, nesta quarta (7), não encontraram o corpo do pedreiro Amarildo Dias, sumido há mais de 20 dias. Cinquenta agentes, entre policiais e bombeiros, e cães farejadores vasculharam área de mata na parte alta da favela da zona sul após denúncia feita por uma das quatro testemunhas ouvidas na terça-feira (6).
Um morador disse à polícia saber de um corpo enterrado na parte alta da favela. Um dos filhos do pedreiro acompanhou as buscas nesta quarta.
O delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios, disse que pretende fazer, ainda nesta semana, a reconstituição do desaparecimento de Amarildo. Na terça, os investigadores refizeram o trajeto de Amarildo, nas últimas horas antes do sumiço, com base em depoimentos tomados.
O caso envolve duas polêmicas em relação à PM: as câmeras próximas à sede da UPP e o GPS da viatura que teria levado Amarildo estavam inativos no dia do desaparecimento do pedreiro. A justificativa dada foi a de problemas técnicos, mas peritos da Polícia Civil recolheram material para avaliação.
Em 30 de julho, um corpo foi encontrado em um valão da comunidade. No entanto, a polícia verificou que se tratava de uma mulher, Gisele da Silva Santos. O cadáver estava em avançado estado de decomposição. A mulher estava desaparecida há cinco dias, e, supostamente, seria usuária de crack.















