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Operação em Manguinhos deixa mortos; Fiocruz tem janela atingida por tiro e funcionário preso

Segundo a polícia, o homem detido ajudou na fuga de traficantes. Já uma funcionária foi ferida de estilhaços

Rio de Janeiro|Do R7

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Janela da Fiocruz foi atingida durante tiroteio RECORD

Uma operação da Polícia Civil em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro, deixou ao menos dois mortos e dois feridos que sumiram ao caírem em um rio, nesta quarta-feira (8). De acordo com as primeiras informações, eles seriam suspeitos envolvidos em um ataque a tiros contra agentes.

Imagens obtidas pela RECORD mostram que a janela do prédio da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que fica próxima à comunidade, foi atingida por um tiro. Uma funcionária foi ferida por estilhaços e passa bem.


Policiais detonaram artefato caseiro encontrado RECORD

O delegado André Neves, responsável pela operação, disse que a instituição foi invadida por criminosos. Segundo a polícia, um trabalhador foi preso em flagrante por ajudar na fuga de traficantes.

Por meio de nota, a Fiocruz afirmou que agentes da Polícia Civil entraram descaracterizados e sem autorização no campus Manguinhos-Maré, para o que seria uma incursão na comunidade de Varginha.


Ainda de acordo com instituição, um supervisor da empresa que presta serviços para a Gestão de Vigilância e Segurança Patrimonial da Fiocruz foi algemado e levado de forma arbitrária pelos policiais para a delegacia.

“O vigilante fazia o trabalho de desocupação e interdição da área como medida de segurança para os trabalhadores, alunos e demais frequentadores do campus, no momento da incursão policial, e foi acusado de dar cobertura a supostos criminosos que estariam em fuga. Toda a ação da Polícia Civil ocorre de forma arbitrária, sem autorização ou comunicação com a instituição, colocando trabalhadores e alunos da Fiocruz em risco”, destacou a nota enviada à imprensa.


Suspeitos que atravessaram de Manguinhos para o vizinho Jacarezinho ainda deixaram uma bomba de fabricação caseira na avenida Dom Hélder Câmara. A via precisou ser fechada para o trabalho do Esquadrão Antibombas.

Protesto e ônibus apedrejado

Ônibus foi apedrejado na avenida Dom Hélder Câmara RECORD

No início da tarde, o clima continuava tenso na região, e comerciantes fecharam as portas. Jovens tentaram iniciar um protesto e espalharam lixo na avenida Leopoldo Bulhões e atearam fogo. A Polícia Militar reagiu para dispersar os grupos e deteve ao menos dois homens.


Na avenida Dom Hélder Câmara, um ônibus da linha 711 (Rio Comprido — Rocha Miranda) teve o para-brisa e janelas apedrejados. Não há informações sobre feridos.

Devido à operação, nove linhas de ônibus municipais tiveram os itinerários desviados da região: 265 (Marechal Hermes — Castelo), SP265 (Marechal Hermes — Term. Gentileza), 298 (Acari — Castelo), 350 (Irajá — Castelo), 371 (Praça Seca — Praça Tiradentes), 624 (Mariopolis — Praça Seca), 630 (Iapi da Penha — Saens Pena), 634 (Bananal — Saens Pena) e 711 (Rio Comprido — Rocha Miranda).

Até o momento, a polícia apreendeu armas e drogas na comunidade. A ação faz parte da Operação Torniquete, cujo objetivo é combater roubos e receptação de cargas praticados pela facção criminosa que explora a região.

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