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Operações em busca de criminosos da Rocinha deixam 16 mortos

Em 24 dias de ações policiais, mais de 50 pessoas foram presas

Rio de Janeiro|Estadão Conteúdo

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Cerca de 600 homens das Forças Armadas atuam nesta quarta (11) na Rocinha
Cerca de 600 homens das Forças Armadas atuam nesta quarta (11) na Rocinha

Em 24 dias de operações na Rocinha, zona sul do Rio, e em outras favelas em decorrência da guerra no morro, as forças de segurança prenderam 53 pessoas, apreenderam 11 menores, recuperaram 98 armamentos, sendo 29 fuzis. Também foram encontradas 3.879 munições e 158 carregadores de armas, além de duas toneladas de drogas. Dezesseis pessoas morreram em confrontos. O balanço foi divulgado nesta quarta-feira (11), pelas polícias do Rio e as Forças Armadas, numa entrevista conjunta.

Foram pedidos nesta quarta à Justiça mais 34 prisões, além de 54 mandados expedidos anteriormente [dos quais 16 foram cumpridos]. Os crimes atribuídos são: tentativa de homicídio qualificado, dano, roubo, associação ao tráfico e resistência qualificada. Nesta quarta-feira, policiais do Batalhão de Choque prendeu mais um traficante na Rocinha, Mateus Lima, de 19 anos.


Forças Armadas voltam à Rocinha no segundo dia de operações

As forças de segurança não informaram especificamente o resultado da operação do Exército, Marinha e Aeronáutica junto com a polícia na terça-feira (10) e nesta quarta. São cerca de mil agentes na favela, entre militares e policiais. Eles não devem permanecer na quinta-feira (12). As autoridades também não deram informações sobre as buscas a Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, que lidera o tráfico na Rocinha, para que o trabalho não seja prejudicado.


— Não é fácil [prendê-lo]. Ao longo de sua história a Polícia Civil já se deparou inúmeras vezes com situações como esta, e sempre deu a resposta à sociedade — disse o subsecretário de Comando e Controle do Estado, Rodrigo Alves. Ele contou que há muitas informações desencontradas sobre seu paradeiro —Ele se tornou onipresente, está em todos os lugares. Cabe a nós filtrar [os informes].

O comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, major Daniel Neves, disse que "toda a extensão da comunidade" é patrulhada, e que não houve "perda de território" com a guerra de facções que deu origem, no dia 18 de setembro, às ações da segurança. "Já patrulhávamos toda a extensão da comunidade; agora, com a ajuda das tropas federais, conseguimos fazer isso em diferentes áreas simultaneamente". O custo total das operações das Forças Armadas não foi divulgado.

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