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Pacientes portadores do vírus HIV são atendidos em condições precárias em centro médico no RJ

A infraestrutura do Hospital da Posse não possibilita tratamento adequado a clientes

Rio de Janeiro|Do R7

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O hospital é referência na Baixada e recebe muitos pacientes ao dia
O hospital é referência na Baixada e recebe muitos pacientes ao dia

O principal estabelecimento médico em Nova Iguaçu, na baixada fluminense, atende, em condições precárias, pacientes portadores do vírus da Aids. Sem espaço necessário para os doentes, o Hospital da Posse tem sinais de abandono, com moscas nas salas de internação. Em meio à desorganização, pessoas são medicadas em cadeiras nos corredores.

Portador do vírus HIV desde o nascimento, Leonardo Henrique de Aragão é uma das vítimas da má estrutura do hospital. Desde o dia em que foi internado, na sexta-feira (11), o doente esperou no corredor durante quatro dias a transferência para a sala de enfermaria, onde divide espaço com outros portadores do vírus da doença. A tia do paciente Maria Helena Aragão relata que as pessoas estão morrendo na porta dos hospitais, que, segundo ela, não têm remédios para os pacientes.


— Ele fica jogado lá em um lugar onde não passa nem vento.

Sem sucesso na tentativa de mudar o local de tratamento da doença de Aragão, a família do paciente já solicitou a transferência dele para a Fundação Osvaldo Cruz, em Manguinhos, zona norte. Cleiton Pinheiro, tio de Aragão, diz que já ligou para a ouvidoria da cidade, que pediu para ele esperar o atendimento, em 10 dias. Por não aceitar a doença, o paciente apresenta distúrbio de comportamento.


– Ele desistiu de viver e fala que a morte para ele é lucro. Eu digo para ele não desistir, pois Deus está preparando algo melhor para ele – afirma Pinheiro.

Em nota, o Hospital da Posse informou:


“O paciente Leonardo Henrique Aragão (...) foi prontamente atendido pelas equipes médicas de plantão e transferido para um leito especializado, onde está sendo constantemente monitorado e recebendo o tratamento adequado para o caso. A unidade possui 10 leitos de enfermaria especializada para acolher pacientes com suspeitas de doenças infectocontagiosas, entretanto, devido a sobrecarga no atendimento, alguns casos precisam esperar até a liberação do leito, mas em momento algum o paciente deixou de receber o devido atendimento.”

Assista ao vídeo:

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