Paes discute greve de professores com pais e diretores de escolas
Encontro aconteceu neste sábado no Palácio da Cidade, em Botafogo
Rio de Janeiro|Do R7

O prefeito Eduardo Paes se reuniu na manhã deste sábado (5) com o conselho de diretores das escolas e com o conselho de pais da rede municipal de ensino. No encontro, que aconteceu no Palácio da Cidade, em Botafogo (zona sul), eles discutiram a greve de professores da rede de ensino municipal.
O conselho é composto por diretores que não aderiram à greve. Integrantes do conselho de pais reconheceram o direito de os professores paralisarem por melhores salários e condições, mas defenderam o direito às aula. Cada escola deve repor os dias perdidos em razão da greve conforme calendário próprio.
Os docentes municipais decidiram na sexta (4) manter a greve. A decisão se deu em assembleia, segundo informou o Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Ensino do Rio de Janeiro). Segundo a entidade, mais de 5.000 profissionais da educação estiveram presentes na plenária realizada no Clube Municipal, na Tijuca (zona norte). Após a decisão, a categoria seguiu em passeata para a Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, na região central.
Plano de Carreira
A Câmara dos Vereadores do Rio aprovou na última terça (1ª) a proposta da prefeitura para o novo plano de carreira dos professores municipais. No total, 36 vereadores votaram a favor do projeto, que teve 31 emendas. Apenas três vereadores foram contra. O plano de carreiras foi sancionado por Paes no dia seguinte à aprovação.
Do lado de fora da Casa, manifestantes entraram em confronto com a polícia. PMs atiraram contra o grupo bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta e prédios e bancos foram depredados, na correria.
Antes de as emendas serem aprovadas, o texto base do plano também passou por votação e foi aceito pela maioria, por 35 votos a 3. Apenas Cesar Maia, Carlo Caiado e Tio Carlos, do DEM, votaram contra a proposta da prefeitura.
Há uma série de divergências entre a proposta da prefeitura e os interesses do Sepe. Um dos pontos polêmicos, segundo o Sepe, é o fato de o plano de carreiras beneficiar apenas os professores que cumprem carga horária de 40 horas semanais. O sindicato alega ainda que a prefeitura não incentiva quem investe na própria formação.
Gesa Linhares, uma das coordenadoras gerais do o Sepe, diz que os professores não tiveram acesso às emendas dos vereadores ao projeto. O vereador Cesar Maia também pediu uma cópia das emendas, após a votação. Ele diz que não viu o conteúdo. Mas vereadora Laura Carneiro (PTB) disse que postou o documento no Facebook.
Os docentes se posicionaram contra o plano desde a apresentação do projeto pelo prefeito. Eles exigiam a retirada de votação pois diziam que a medida atende somente a 10% da categoria na capital.
Vereadores da oposição querem anular na Justiça a votação da Câmara que aprovou o plano. A alegação é de que a sessão na Câmara foi ilegal, já que a votação foi fechada ao público.















