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‘PCG’: o que se sabe sobre a quinta facção identificada em presídios do RJ

O novo grupo conta com 60 membros e vem causando um clima de tensão em penitenciárias

Rio de Janeiro|Do R7, com RECORD Rio

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Tentativa de criar novo grupo é monitorado no sistema prisional Tânia Rêgo/Agência Brasil

Uma quinta facção criminosa foi identificada dentro de presídios do Rio de Janeiro. Fontes afirmam que o “PCG” (Primeiro do Comando Guerreiro ou Primeiro do Comando do Golpe) se formou a partir de um grupo dissidente do “Povo de Israel”.

Informações apuradas pela RECORD Rio dão conta de que a nova facção conta com 60 membros e vem causando um clima de tensão em penitenciárias.


Os integrantes teriam uma postura mais agressiva comparada à do Povo de Israel e usaram de violência para serem transferidos para áreas de isolamento, onde articularam a criação do novo grupo.

Inclusive, em um desses episódios, um policial penal teria sido feito refém no presídio de segurança máxima de Bangu 1 (Laércio da Costa Peregrino).


Como surgiu a nova facção?

A facção Povo de Israel é conhecida por ser formada por detentos não aceitos em organizações criminosas como o Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro e Amigos dos Amigos. Geralmente, os integrantes são pessoas que cometeram crimes considerados repugnantes, como estupro e pedofilia.

O grupo não possui territórios fora da cadeia. Em 2025, a liderança do Povo de Israel entrou em conflito após a morte do chefe, conhecido como Avelino Gonçalves Lima, conhecido como Alvinho, condenado a 46 anos de prisão.


O criminoso Luciano Silva Gomes, condenado a 34 anos por diferentes crimes, conseguiu reunir insatisfeitos, especialmente os que estavam em dívida com o Povo de Israel.

Para evitar confrontos nas cadeias, os idealizadores da nova facção começaram a forçar a transferência para áreas conhecidas como “seguro” para se organizarem.


Ainda de acordo com os relatos, a atuação ocorre dentro do Presídio Evaristo de Moraes, conhecido como Galpão da Quinta, localizado próximo à Mangueira e a São Cristóvão. A superlotação, estimada em 207%, seria um dos fatores que aumentam o risco de conflitos e violência entre os detentos.

O que disse a Secretaria de Polícia Penal?

A Secretaria de Estado de Polícia Penal informou que a tentativa de organização de criminosos para a formação de nova facção foi detectada pela Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário no fim do ano passado.

“Desde então, a instituição tem monitorado e adotado medidas disciplinares e de segurança, como isolamento de detentos previamente identificados”, informou a pasta.

Em relação à capacidade do Presídio Evaristo de Moraes, a Seppen declarou que já está adotando medidas cabíveis, como transferência e adequações no estabelecimento prisional.

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