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Pedro Ernesto terá leitos reabertos até março, diz Governo do RJ

Informação foi dada após MEC suspender concurso de médicos residentes

Rio de Janeiro|Juliana Valente, do R7*

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Hospital é referência na formação de profissionais
Hospital é referência na formação de profissionais

O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, Gabriel Neves, e o diretor-geral do HUPE (Hospital Universitário Pedro Ernesto), Edmar Santos, determinaram, nesta sexta-feira (5), a reabertura gradativa, até março, de todos os leitos da unidade de saúde do Estado.

Segundo o Estado, a medida só é possível porque todo o custeio do hospital está em dia e, além disso, o plano do governo é quitar os salários atrasados até fevereiro. Em nota, o Estado afirmou que, nesta sexta, serão depositados R$ 2 milhões para pagamento das bolsas de novembro dos residentes.


De acordo com Neves, por se tratar de uma referência na Saúde e na formação de novos profissionais, o HUPE "precisa funcionar a pleno vapor".

Com o HUPE perto de sua capacidade máxima, Neves acredita que a CNRM (Comissão Nacional de Residência Médica), ligada ao MEC (Ministério da Educação), vai rever a decisão de suspender a prova de seleção de 113 novos médicos-residentes para o Hospital Universitário Pedro Ernesto.


— Não faz sentido suspender a seleção por causa de uma vistoria feita há quase seis meses - avaliou Neves.

Tanto o HUPE quanto o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, pertencente à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), receberam visitas de supervisão da CNRM após denúncias de residentes de que havia diminuição das atividades e materiais para prática médica, atingindo, diretamente, no ensino e na aprendizagem.


Além disso, os estudantes também denunciaram o atraso no pagamento das bolsas. Após fiscalização, realizada em agosto de 2017, houve a produção de um relatório em que confirmava as denuncias. O documento informou que foram constatados problemas como "diminuição de cenário de práticas, falta de insumos, diminuição dos números de procedimentos cirúrgicos, diminuição de leitos, atraso dos pagamentos de bolsas, redução do corpo clínico e de enfermagem".

Diante deste cenário, o MEC decidiu suspender o concurso de residência médica até que as instituições resolvessem as pendências ou que firmassem protocolo de compromisso com as adequações que permitam a formação médica especialista. De acordo com o MEC, uma nova vistoria será realizada até o fim da segunda quinzena de janeiro para verificar se os problemas constatados foram sanados.

* Sob supervisão de Bruna Oliveira

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