Rio de Janeiro Perguntas que devem ser feitas a Flordelis sobre morte do marido

Perguntas que devem ser feitas a Flordelis sobre morte do marido

Delegada deve dar uma coletiva à imprensa nesta sexta e poderá ajudar a explicar detalhes obscuros do assassinato

Veja perguntas que podem ajudar a esclarecer caso de marido de Flordelis

Flordelis no enterro do marido, o pastor Anderson do Carmo

Flordelis no enterro do marido, o pastor Anderson do Carmo

WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO/ 18.06.2019

A delegada que investiga o caso da deputada federal Flordelis (PSD) informou que falará com a imprensa nesta sexta-feira (21) sobre o assassinato do pastor Anderson do Carmo. A polícia investiga o caso e já determinou a prisão temporária de dois filhos do casal. Um deles, Flávio dos Santos, de 38 anos, admitiu ter feito os disparos contra o pai.

Veja perguntas que podem ajudar a polícia a desvendar o caso:

- A deputada Flordelis disse que o carro estava sendo seguido. Por que a polícia não foi chamada imediatamente?

- Por que a deputada falou que se tratou de um latrocínio, se nada foi roubado?

- A deputada sabia da suposta traição do marido?

- Caso sim, desde quando?

- A deputada contou para os filhos? Para Flávio, inclusive?

- Flordelis não temia que eles poderiam ter uma atitude violenta?

- Por que Anderson voltou para o carro se estava sendo seguido e poderia correr risco?

- O que ele foi buscar no carro?

- A deputada pediu para o marido ir ao carro, local onde acabou sendo baleado?

- Quem da família estava na casa naquela noite?

- A polícia trabalha com a hipótese de a deputada estar envolvida na morte do marido?

Prisão

A Justiça do Rio decretou na quinta-feira (20) a prisão temporária dos dois filhos da deputada. Os mandados foram expedidos nesta quinta-feira (20). Os dois estão detidos na DHNSG (Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo).

“Seja quem for, quero justiça”, diz Flordelis sobre a morte do marido.

Na noite de quarta-feira (19), os dois filhos da deputada, Lucas, de 18 anos, e Flávio, de 38, foram colocados frente a frente durante uma acareação na unidade policial. O objetivo da ação era esclarecer contradições no depoimento dos dois.

No início da semana, o jovem adotado havia dito à Polícia Civil que matou o pai a mando do irmão mais velho, que negava a acusação. Entretanto, após a acareação, o filho biológico confessou ser o mandante do crime, segundo informações da Record TV Rio.