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Peritos analisam contêineres da UPP da Rocinha em busca de pistas sobre Amarildo

A mulher do pedreiro, três filhos e vizinhos prestaram depoimento na Divisão de Homicídios

Rio de Janeiro|Do R7

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Elizabeth, mulher de Amarildo, foi à DH
Elizabeth, mulher de Amarildo, foi à DH

Agentes da Divisão de Homicídios fizeram diligências na Rocinha, na zona sul do Rio, nesta sexta-feira (2), em busca de pistas sobre o desaparecimento de Amarildo Dias de Souza. Peritos estiveram em contêineres da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na comunidade e procuraram por impressões digitais e marcas de sangue, usando luminol. 

A casa de Amarildo também foi periciada. Ele está desaparecido desde o dia 14 de julho, quando foi levado por policiais da UPP da Rocinha para averiguação durante uma operação de combate ao tráfico de drogas. Segundo a Polícia Militar, o homem foi liberado naquele mesmo dia.


Também nesta sexta-feira, o delegado Rivaldo Barbosa, da Divisão de Homicídios, colheu depoimentos da mulher de Amarildo, de três filhos e de vizinhos, a fim de entender a dinâmica do dia do sumiço. A investigação busca explicações do motivo de os aparelhos de GPS de algumas viaturas da PM não terem ficado ligados no dia do desaparecimento. O inquérito também apura por que as câmeras de segurança na comunidade não gravaram imagens.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse nesta sexta-feira (2) que é “preocupante” o fato de o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, no Rio de Janeiro, ter ocorrido depois de uma abordagem policial. Segundo ela, o inquérito deve ter como principal linha de investigação a responsabilização dos agentes policiais.

— Nos preocupa, sobremaneira, a abordagem policial e o posterior desaparecimento. A abordagem policial com o posterior desaparecimento leva à responsabilidade do desaparecimento, toda a investigação, o inquérito com a hipótese clara, concreta de que seja uma responsabilidade dos agentes públicos, do abuso de autoridade, da violência policial, algo com o qual não podemos mais conviver.

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