Operação da PF mira diretores do Rioprevidência por investimentos de ativos no Master
Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta e desvio de recursos
Rio de Janeiro|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (23) uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a quatro diretores do Rioprevidência, o Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro. Os investigados são suspeitos de fazer operações financeiras irregulares que colocaram em risco o patrimônio da autarquia, responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, as movimentações resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.
Em nota, o Rioprevidência disse que todos os investimentos “observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle” e que os R$ 970 milhões investidos no banco estão resguardada por decisão judicial.
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As ações de busca e apreensão foram cumpridas no Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Estão sendo apurados crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução em erro de repartição pública e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.
Além da PF, a operação teve o apoio da Secretaria de Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, que elaborou o Relatório de Auditoria Fiscal que deu impulso à apuração.
Banco Master
O Banco Master ganhou destaque ao oferecer investimentos com uma taxa de retorno maior do que as aplicadas por outras instituições financeiras.
Devido a tais ofertas, a saúde financeira do banco passou a ser questionada, e a instituição acabou buscando por compradores.
O BRB (Banco Regional de Brasília) chegou a anunciar a compra do Master, mas o processo foi rejeitado por decisão do Banco Central e a aquisição foi pleiteada, em seguida, pelo grupo financeiro Fictor.
Liquidação
Em 18 de novembro, o Banco Central decidiu liquidar o Banco Master. Na prática, a medida encerrou as atividades da instituição e definiu um responsável para controlá-la e assumir responsabilidades como o encerramento de operações, a venda de ativos e o pagamento de dívidas.
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