Rio de Janeiro PF prende 4 desembargadores, ex-advogado de Witzel e mais 7 no RJ

PF prende 4 desembargadores, ex-advogado de Witzel e mais 7 no RJ

Investigação apontou irregularidades em decisões judiciais que beneficiaram empresas de transporte e OS com dívidas trabalhista

A Polícia Federal prendeu quatro desembargadores do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), um ex-advogado do governador afastado do Rio, Wilson Witzel, e mais 7 pessoas durante a operação Mais Valia nesta terça-feira (2).

Operação Mais Valia prendeu 12 pessoas

Operação Mais Valia prendeu 12 pessoas

MARCOS VIDAL/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO/02.03.2021

Além do cumprimento de 11 mandados de prisão preventiva, os agentes federais também prenderam em flagrante um advogado por posse ilegal de arma de fogo.

A ação, que é desdobramento de outra que afastou Witzel do cargo, apontou para a participação de escritórios de advocacia de parentes de magistrados do TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho) na concessão de decisões judiciais que favoreceram empresas de transporte e Organizações Sociais com dívidas trabalhistas.

De acordo com o MPF, a investigação apura o pagamento de vantagens indevidas a magistrados que, em contrapartida, teriam beneficiado integrantes do esquema. Entre os crimes apurados estão corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A investigação teve início a partir de informações do acordo de delação do ex-secretário Estadual de Saúde, Edmar Santos. Além das prisões, os 26 mandados de busca e apreensão foram determinados pela ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Nancy Andrighi.

Desde o ano passado, a PGR (Procuradoria-Geral da República) investiga a existência de esquemas criminosos com a participação do chefe do Executivo Estadual, já afastado do cargo. Já foram apresentadas três denúncias ao STJ contra Witzel, a esposa e outros envolvidos. Entre os casos investigados estão desvios de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia.

Wilson Witzel foi afastado do cargo em agosto do ano passado por decisão do ministro Benedito Gonçalves, relator do inquérito principal contra ele.

Em nota, a presidência do TRT-RJ informou que está à disposição das autoridades para esclarecimento dos fatos e que colaborou com o atendimento dos agentes que estiveram na sede hoje para cumprir cinco mandados de busca e apreensão.

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