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PF terá 90 dias para periciar imagens da operação mais letal do Rio de Janeiro

Corporação ainda aguarda gravações de câmeras corporais de policiais

Rio de Janeiro|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes concede 90 dias para a Polícia Federal periciar imagens da operação Contenção.
  • A operação ocorreu em outubro e resultou em mais de 120 mortes, incluindo cinco policiais.
  • A PF solicitou gravações em mídias físicas para verificar a integridade das imagens, após dificuldades com arquivos digitais.
  • O governo do estado e o Ministério Público devem indicar trechos de interesse nas gravações em 10 dias para agilizar a análise.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Alexandre de Moraes determinou que prazo começa após PF receber todas as imagens em mídias físicas Tomaz Silva/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira (29) conceder prazo de 90 dias para a Polícia Federal (PF) realizar perícia nas imagens captadas pelas câmeras corporais dos policiais que participaram da Operação Contenção.

A operação foi deflagrada contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, em outubro do ano passado, e deixou mais de 120 mortos, incluindo cinco policiais.


O ministro determinou que o prazo para o trabalho de perícia começará a contar após a PF receber todas as imagens em mídias físicas, conforme solicitação da corporação.

No dia 15 deste mês, a PF pediu a Moraes que a Polícia Militar do Rio enviasse as gravações no formato original para verificação da integridade. A determinação foi dada após os peritos da PF não conseguirem abrir os arquivos digitais.


Para acelerar o trabalho de perícia, a corporação também solicitou que trechos de interesse sejam objetivamente indicados para acelerar a análise do caso, pedido que também foi autorizado pelo ministro na decisão de hoje.

“Determino ao governo do estado do Rio de Janeiro e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro que promovam, no prazo de dez dias, a indicação precisa e objetiva dos trechos de interesse nas 4.500 horas de gravação da PMERJ, delimitando os eventos e condutas relevantes para a apuração”, decidiu.


Laudos

Alexandre de Moraes também autorizou o Ministério Público a ter acesso aos laudos necroscópicos dos mortos durante a operação.

A decisão do ministro foi tomada no processo conhecido como ADPF das Favelas — Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635.


Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.

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