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PM dispersa protesto com bombas, deixa feridos e prende manifestantes; estação de metrô é fechada

Manifestantes pedem liberação de ativistas presos no sábado (12)

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil e Agência Estado

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Manifestante cobram liberdade de ativistas detidos
Manifestante cobram liberdade de ativistas detidos

Policiais militares dispersaram com uso de bombas de gás e de efeito moral um protesto contra a Copa que acontecia na praça Saens Peña na tarde deste domingo (13). Os manifestantes pretendiam seguir em direção ao estádio do Maracanã, onde é realizada a final da Copa do Mundo, mas foram impedidos por um forte esquema de segurança. Os policiais contam com auxílio de homens da Força Nacional e bloquearam todas as ruas no entorno da praça, para impedir que os manifestantes se desloquem. A rua Conde de Bonfim foi liberada por volta das 19h, segundo informou o Centro de Operações.

Às 17h42, a PM informou que quatro pessoas foram conduzidas para a 21ª DP e que duas mulheres e dois policiais foram feridos.


Devido à manifestação, a estação Saens Peña do metrô foi fechada por volta das 15h10, segundo informou o Metrô Rio. Por volta das 18h45 a estação foi reaberta.

Vinte minutos após os manifestantes iniciarem caminhada pela avenida Conde de Bonfim, os PMs lançaram as bombas. Os manifestantes foram completamente cercados por policiais, que formam barreiras em toda a região, com a presença de PMs do Choque e da Cavalaria.


Ao menos dez bombas foram lançadas e um grupo de ativistas foi perseguido até dentro da estação de metrô da Saens Peña, que em seguida foi fechada. Manifestantes foram agredidos com golpes de cassetetes e o grupo se dispersou, tentando fugir. A Cavalaria partiu para cima de manifestantes e perto dali uma mulher corria desesperada, com a filha no colo, pedindo abrigo.

Policiais obrigaram manifestantes a sentar no chão, inclusive uma idosa. Dezenas de pessoas correram em todas as direções e pedem socorro. A reportagem do Estadão presenciou pelo menos cinco pessoas detidas e dezenas foram agredidas com golpes de cassetetes e pontapés. O fotógrafo Samuel Tosta ficou ferido nas costas, atingido por estilhaços de uma bomba. De acordo com a advogada Caroline Bispo, um manifestante teve o braço quebrado e outro, um dente quebrado.


O bloqueio da PM acabou por volta das 17h40. Várias pessoas que tentaram furar o cerco foram agredidas pelos policiais. Um repórter canadense independente, Jason O'Hara, teve a câmara fotográfica retirada pelos policiais, além de ter sido chutado e derrubado.

Antes do início da repressão, manifestantes gritavam: "Ei, polícia, liberdade já. Lutar não é crime. Vocês vão nos pagar", em referência aos grupo de ativistas detido na véspera. Os manifestantes pedem a libertação de ativistas políticos contrários ao evento que foram presos no sábado (12) em Operação da Polícia Civil.

Policiais da Cavalaria levantaram as espadas para intimidar os manifestantes que tentavam se reagrupar para seguir com o protesto. Eles carregavam bandeiras e faixas criticando os gastos com a Copa.

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