Rio de Janeiro PM do RJ vai registrar ocorrências pelo celular no local do chamado 

PM do RJ vai registrar ocorrências pelo celular no local do chamado 

Sistema passou por período de testes na Ilha do Governador, zona norte do Rio, e em Angra, na Região dos Lagos 

Sistema é a segunda fase da implantação do SOVI

Sistema é a segunda fase da implantação do SOVI

Agência Brasil

A Polícia Militar do Rio de Janeiro poderá fazer o registro de ocorrência de crimes no local do fato, a partir de agosto, dispensando a necessidade do descolamento da vítima até uma delegacia da Polícia Civil.

Esta será a segunda fase de implantação do SOVI (Sistema de Ocorrência Virtual), fruto de um convênio entre as polícias Civil e Militar do estado.

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O SOVi foi lançado pelo governo em junho do ano passado e passou por um período de testes na Ilha do Governador, na zona norte do Rio de Janeiro, e depois em Angra dos Reis, na costa verde. O registro é feito dessa forma em casos de crimes de menor potencial ofensivo, como briga de vizinhos, injúria, difamação e pequenos delitos, que representam cerca de 85% do total de ocorrências.

Agora, o serviço será levado a todo o estado. Por meio de um aplicativo para smartphone, o policial que atender ao chamado faz o registro em um formulário eletrônico, que é enviado à delegacia da área. Pelo sistema, o delegado valida o registro e automaticamente um e-mail é enviado aos envolvidos, confirmando o registro da ocorrência.

A partir daí, seguem os procedimentos legais da investigação policial, como convocação das partes para prestar depoimento. De acordo com o secretário de Polícia Militar, comandante-geral Rogério Figueredo de Lacerda, o procedimento se mostrou eficaz no projeto piloto.

“Todos esses benefícios foram confirmados na região da Ilha do Governador e meses depois em Angra dos Reis, onde o SOVi foi implantado também. Não tenho dúvidas de que dando escala a esse projeto, a sociedade terá um ganho muito grande na área de segurança pública.”

O aplicativo é instalado no celular pessoal dos agentes e possui recursos de voz, texto, inserção de imagens e geolocalização. Figueiredo explica que o sistema também integrou as informações do serviço 190 e do Disque-Denúncia.

“Reunir esses bancos de dados faz com que eles sejam mais úteis no processo decisório de cada batalhão, permitindo o entendimento do cenário para otimizar os recursos e alcançar o melhor resultado operacional. Há uma riqueza enorme de dados nas ligações do 190. Os moradores são essenciais dentro do processo.”

Futuramente, o SOVi pretende implantar funcionalidades como reconhecimento facial do cidadão abordado e integração com as câmeras de monitoramento do estado, para montar um “verdadeiro cerco eletrônico”.

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