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PM é condenado a 30 anos pela morte de jovens após confundir macaco hidráulico com arma no Rio

Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado por dois homicídios qualificados; vítimas foram atingidas pelas costas em 2015

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O policial militar Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado a 30 anos de prisão por dois homicídios qualificados no Rio de Janeiro.
  • As vítimas, Thiago Guimarães Dingo e Jorge Lucas Paes, foram atingidas pelas costas em 2015, após o PM confundir um macaco hidráulico com uma arma.
  • O julgamento durou cerca de 15 horas e resultou na perda do cargo de policial militar para Carlos Fernando.
  • A defesa pode recorrer da decisão, e a Defensoria Pública atuou ao lado do Ministério Público na acusação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PM que matou dois jovens após confundir macaco hidráulico com arma vai a júri 11 anos depois no Rio
Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado a 30 anos de prisão, em regime fechado Reprodução/RECORD

O policial militar Carlos Fernando Dias Chaves foi condenado a 30 anos de prisão, em regime fechado, pelas mortes de Thiago Guimarães Dingo, de 24 anos, e Jorge Lucas Paes, de 17, na Pavuna, zona norte do Rio de Janeiro.

O julgamento terminou na madrugada desta quinta-feira (1º), após cerca de 15 horas de sessão no 4º Tribunal do Júri da Capital. A decisão também determinou a perda do cargo público de policial militar.

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O crime aconteceu em outubro de 2015, na rua Ary Villar. Thiago conduzia uma motocicleta e Jorge Lucas estava na garupa quando passaram por uma viatura policial. O adolescente carregava um macaco hidráulico.

Segundo a versão apresentada pelo então sargento, ele confundiu a ferramenta com uma arma e efetuou disparos de fuzil contra os dois jovens.

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As vítimas foram atingidas pelas costas e morreram no local. Durante o julgamento, a acusação contestou a versão apresentada pelo policial e sustentou que os disparos foram realizados de forma intencional.

Os jurados acolheram a tese de dois homicídios qualificados, com a qualificadora relacionada à impossibilidade de defesa das vítimas, segundo informações divulgadas após o julgamento.

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A sentença estabeleceu pena de 14 anos de reclusão pela morte de Jorge Lucas e de 16 anos pela morte de Thiago Dingo, totalizando 30 anos. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

Durante o interrogatório, Carlos Fernando confirmou que os jovens não efetuaram disparos e afirmou ter confundido o objeto levado por Jorge Lucas com uma arma.

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A acusação também apresentou aos jurados um registro de ocorrência feito cerca de três horas após o crime, no qual a equipe policial havia relatado um confronto armado.

A Defensoria Pública atuou como assistente de acusação ao lado do Ministério Público e prestou assistência à família de Thiago Dingo.

Segundo a Defensoria, Carlos Fernando já estava preso provisoriamente por outro processo, relacionado à associação criminosa.

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