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PMs suspeitos de torturar e roubar 5 rapazes em blitz são soltos e vão fazer serviço interno em UPP

Agentes ficaram presos administrativamente por 72 horas; PM e Civil investigam crime

Rio de Janeiro|Do R7

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Policiais militares suspeitos de agredir jovens em Santa Teresa foram soltos após prisão de 72 horas
Policiais militares suspeitos de agredir jovens em Santa Teresa foram soltos após prisão de 72 horas

Os oito PMs da UPP Fallet Fogueteiro suspeitos de torturar e roubar cinco jovens em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, na noite de Natal, foram soltos após cumprir prisão administrativa de 72 horas. Segundo informou nesta segunda-feira (28) a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), os agentes da UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro serão transferidos para outra unidade para trabalharem no serviço interno.

"Pediram para tirar a roupa e começou a tortura", diz jovem agredido por PMs em blitz


Eles usaram uma faca quente para intimidar as vítimas, que ficaram feridas com marcas de queimaduras nos braços e no pescoço. Um dos rapazes espancados falou à Rede Record sobre o crime (assista à reportagem abaixo).

A CPP informa que o Inquérito Policial Militar que apura as denúncias contra os policiais está em andamento na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. O grupo de rapazes passava pelo bairro em três motos e foram abordados porque estavam sem capacetes. As vítimas denunciam que os PMs exigiram dinheiro para liberá-los do espancamento. Cinco jovens foram agredidos, um deles de 13 anos de idade.


— A gente se deparou com uma blitz, na volta do evento. Os policiais já chegaram abordando de forma extremamente agressiva, batendo, chutando... Pediram para todo mundo tirar a roupa. Aí começou a tortura, esquentando faca, queimando cabelo, cortando com faca quente (...) Eles alegavam que a gente era bandido, envolvido com o tráfico e queriam dinheiro de resgate.

Um homem disse ter visto os policiais roubarem os pertences das vítimas. O caso foi registrado na 6ª DP. Segundo o rapaz espancado, os PMs já tinham agredido outros moradores.


— Eles tocam o terror lá na área. Eles falam que eles são o Bope. Todo mundo sabe que eles são PMs, mas eles ficam falando para os outros que são o Bope. Eles agridem todo mundo, eles querem dinheiro. Não tem dinheiro, apanha.

O morador, que tem 23 anos, diz que nunca teve envolvimento com o tráfico.


— Ser agredido dessa forma assim é uma coisa surreal. Eu nunca imaginei passar por uma coisa dessa na minha vida.

Mulher é atingida por tiro de raspão

Após a divulgação da tortura dos rapazes, outras três pessoas procuraram a delegacia para denunciar abusos e outros crimes cometidos por esses policiais. Uma mulher de 22 anos afirma ter sido atingida de raspão por um tiro de fuzil quando passava de moto pela região. Um dos policiais assumiu o crime.

Outra mulher também afirma ter sido assaltada por esses policiais — ela teve R$ 320, anel, joias e celular roubados — e um rapaz alega ter sido espancado. A identidade dos policiais ainda não foram divulgadas.

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