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Polícia brasileira recorre à Interpol em caso de venda irregular de ingressos

Se Ray Whelan conseguir deixar o País, pode ser barrado ao dar entrada em outro território

Rio de Janeiro|Do R7

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Raymond Whelan está foragido
Raymond Whelan está foragido

A polícia brasileira recorreu à agência internacional Interpol para ajudar a encontrar o executivo de uma companhia de serviços ligada à Fifa, suspeito de participação em um esquema de vendas ilegais de ingresso da Copa do Mundo.

A polícia do Rio de Janeiro solicitou que a Polícia Federal emita um pedido por informações sobre Raymond Whelan, alto executivo da Match Services, companhia contratada pelos organizadores do torneio.

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Esse pedido teria validade no Brasil e no sistema da Interpol, de acordo com representante da PF.

— Se ele tentar deixar o País, podemos pará-lo e agora outros países saberão quando ele entrar [em seus territórios] que estamos procurando por ele, e eles nos informarão — disse Luiz Eduardo Navajas, chefe do Centro Internacional de Cooperação Policial para a Copa do Mundo.

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Segundo ele, não há um mandado internacional pela captura de Whelan, apenas um canal para forças da polícia internacional fornecerem informações ao Brasil.

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Investigações policiais nas últimas semanas apontaram para um esquema de venda ilegal de ingressos para partidas do Mundial, que levaram à prisão, em 1º de julho, de 11 acusados de integrarem uma quadrilha de atuação internacional.

No último dia 7, a polícia prendeu também Whelan, executivo da Match Services, fornecedora oficial da Fifa para serviços como repasse de ingressos, acomodação e tecnologia da informação na Copa do Mundo.

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Logo após sua prisão na segunda-feira, Whelan recebeu liberdade provisória da Justiça e foi libertado após pagar fiança.

Na última quinta-feira, o Ministério Público apresentou denúncia à polícia contra todos os 12 suspeitos, determinando no mesmo dia mandados de prisão contra 11 deles, incluindo Whelan.

Navajas disse que o estado da investigação, aberta na sexta-feira, seria ampliado na próxima semana, para investigar o papel da Match nas suspeitas.

A Fifa disse que está cooperando com autoridades brasileiras na investigação, e a Match negou irregularidades.

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