Polícia Civil prende acusado de matar esposa após espancá-la brutalmente em Japeri (RJ)
Gabriela Ferreira Reis da Cruz foi atacada com golpes de marreta e cabo de foice ao defender filha de abusos e morreu após cinco dias internada
Rio de Janeiro|Do R7
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Policiais civis da 63ª DP (Japeri) cumpriram, na terça-feira (4), um mandado de prisão temporária contra Adriano Reis da Cruz, investigado pelo feminicídio da esposa, Gabriela Ferreira Reis da Cruz, em Japeri, na Baixada Fluminense.
A prisão foi decretada pela Justiça após representação da Polícia Civil, com parecer favorável do Ministério Público, com base nas provas reunidas durante a investigação.
Gabriela morreu na segunda-feira (3), no Hospital Geral de Nova Iguaçu, em decorrência das graves lesões sofridas durante as agressões ocorridas no dia 29 de julho. Com a confirmação do óbito, o caso, inicialmente registrado como tentativa de feminicídio, passou a ser investigado como feminicídio consumado.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que, no dia do crime, Adriano teria tentado constranger sexualmente a filha adulta de Gabriela. Diante da resistência da jovem, ele passou a agredi-la. Ao intervir para defender a filha, Gabriela também foi atacada com extrema violência.
De acordo com a apuração, o suspeito desferiu socos e chutes contra a companheira e utilizou o cabo de uma foice e uma marreta para golpeá-la diversas vezes. Mesmo após a vítima perder a consciência, as agressões continuaram.
A investigação aponta ainda que o homem pegou um facão e ameaçou matá-la, sendo impedido apenas pela intervenção de um dos filhos menores, que se jogou sobre o corpo da mãe enquanto as demais crianças imploravam para que ele parasse.
Após o ataque, ainda segundo a Polícia Civil, o investigado manteve Gabriela, a filha e outras crianças trancadas na residência, impedindo que buscassem socorro. A família conseguiu pedir ajuda apenas depois que o suspeito adormeceu.
Uma vizinha levou Gabriela para atendimento médico, e ela foi posteriormente transferida para o Hospital da Posse, onde permaneceu internada até morrer.
A investigação também revelou um longo histórico de violência doméstica. Conforme os registros policiais, Gabriela denunciou agressões praticadas por Adriano em 2011 e voltou a procurar a polícia em junho deste ano após sofrer novas agressões e ameaças de morte com uma foice. Na ocasião, ela obteve medidas protetivas de urgência, que, segundo a Polícia Civil, foram descumpridas pelo investigado.
Além disso, a corporação informou que a filha de Gabriela relatou ter sido vítima de abusos sexuais praticados por Adriano desde a adolescência. As investigações sobre esses crimes tramitam em um procedimento policial separado.
Durante as diligências na residência da família, os agentes apreenderam um revólver calibre permitido com seis cartuchos. Segundo familiares, a arma pertencia ao investigado.
Adriano Reis da Cruz responderá por feminicídio consumado, descumprimento de medidas protetivas de urgência, sequestro ou cárcere privado e posse irregular de arma de fogo de uso permitido, sem prejuízo de outros crimes que seguem sendo investigados em procedimentos distintos.
Com o cumprimento do mandado de prisão temporária, a Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para a conclusão dos exames periciais e para a responsabilização do acusado por todos os crimes apurados.
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