Rio de Janeiro Polícia conclui que morte de jovem em hipermercado foi intencional

Polícia conclui que morte de jovem em hipermercado foi intencional

Colega que presenciou ação também vai responder pelo crime. Vigilante passou sete minutos em cima da vítima, morta por asfixia

Polícia conclui que morte de jovem em hipermercado foi intencional

Segurança ficou sete minutos em cima do jovem

Segurança ficou sete minutos em cima do jovem

Reprodução/Record TV Rio

O segurança acusado de estrangular até a morte um jovem de 19 anos em um hipermercado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, foi indiciado por homicídio doloso (quando há intenção de matar). Seu colega de trabalho, que presenciou a ação, também vai responder pelo crime.

A mudança na tipificação do caso, que era tratado como homicídio culposo, veio após a conclusão do laudo cadavérico e a análise das imagens registradas pelas câmeras de segurança do hipermercado e por clientes do estabelecimento.

Os peritos do IML (Instituto Médico Legal) concluíram que Pedro Gonzaga morreu asfixiado por estrangulamento. Ele sofreu duas paradas cardiorrespiratórias após ser imobilizado pelo vigilante com um golpe conhecido como “mata-leão”.

Além disso, com base nos vídeos, os investigadores concluíram que o segurança passou sete minutos em cima da vítima.

“O segurança foi alertado 11 vezes em um minuto e meio. Diversas pessoas pediam que ele parasse, falavam o jovem estava roxo e desmaiado. Nesse momento, ficou claro para a investigação que ele assumiu o risco de matar”, contou a delegada responsável pelo caso, Cristiane Carvalho, em entrevista à Record TV.

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Colega também vai responder pelo crime

O colega de trabalho do segurança, que presenciou a ação, também vai responder por homicídio qualificado por asfixia, cuja pena pode chegar a 30 anos de prisão. Até aqui, ele era ouvido como testemunha.

“Ele ficou o todo tempo ali, garantindo a segurança daquele ato de imobilização e se preocupou mais em proibir que as pessoas filmassem do que em socorrer a vítima ou tirar o colega de cima dela”, explicou Cristiane. “Ele vai responder, porque deveria ter agido. Ele tem treinamento de primeiros socorros, defesa pessoal e gerenciamento de crise, foi qualificado para estar naquela função”, concluiu.

Os dois respondem pelo crime em liberdade. Contudo, podem perder o benefício caso descumpram as regras que os impedem de manter contato com testemunhas, voltar ao local do crime ou exercer a atividade antes de passar por nova requalificação.

*Estagiária do R7, sob supervisão de PH Rosa