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Polícia identifica mortos em operação na favela do Rola; 2 não tinham antecedentes criminais

Martha Rocha, chefe da Polícia Civil, abrirá inquérito para apurar mortes

Rio de Janeiro|Do R7

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Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (13), a chefe da Polícia Civil, delegada Martha Rocha, identificou os cinco mortos em uma operação feita no ano passado pela Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), na Favela do Rola, zona oeste da capital fluminense. Segundo a delegada, duas das cinco vítimas não tinham antecedentes criminais.

A identificação veio após Martha transferir para a Corregedoria Interna da Polícia Civil a investigação em que há hipótese de alteração no cenário do confronto entre agentes e traficantes daquela comunidade, na qual resultou nos cinco homicídios. De acordo com a delegada, será criado um protocolo para apurar a conduta dos policiais civis que participaram da ação.


A iniciativa de apurar após nove meses da ação foi tomada após um vídeo da operação filmado pelos próprios agentes e divulgado no sábado (11) pelo jornal Extra mostrar policiais alterando a localização de corpos na cena do confronto, que terminou com cinco mortos. Há indícios de que as imagens só foram divulgadas por causa de uma disputa entre policiais que participaram da ação.

No confronto, que ocorreu no dia 16 de agosto de 2012, os agentes justificaram as mortes como auto de resistência — quando há confronto com a polícia —. Agora, caberá à corregedoria a decisão de afastar ou não os policiais envolvidos na operação durante as investigações.


No vídeo, no entanto, policiais dizem que um dos mortos estava desarmado e carregam seu corpo para o local onde estavam cadáveres armados. Os agentes também dizem que vão socorrer os suspeitos, apesar de terem reconhecido, pouco antes, na filmagem, que estavam mortos.

A Polícia Civil alega que os policiais socorreram os feridos levando-os para os hospitais próximos e acionaram a perícia de forma devida. Quatro pessoas foram presas e a operação, que tinha o objetivo de prender o suposto traficante da região conhecido como DG, apreendeu quatro fuzis, uma espingarda calibre 12, duas pistolas, quatro carregadores, 67 cartuchos, nove quilos de cocaína, 62,9 gramas de crack, 334 gramas de maconha, 42 frascos de solvente e R$ 981 em espécie.

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