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Polícia investiga clínica de estética por procedimentos irregulares em Nova Iguaçu (RJ)

Paciente relatou desmaios durante “hidrolifting” realizado por profissional sem formação concluída e apresentou lesões

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Civil investiga uma clínica de estética em Nova Iguaçu por suspeita de realizar lipoaspirações ilegais com profissionais não habilitados.
  • Durante a investigação, foram apreendidas 16 ampolas de midazolam, e uma paciente relatou desmaios e complicações após um procedimento estético.
  • Publicações em redes sociais e mensagens de WhatsApp revelaram que clientes sentiram dores intensas durante atendimentos na clínica.
  • A polícia apura crimes como exercício ilegal da medicina, lesão corporal e falsidade documental, e busca identificar outras vítimas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

52ª DP investiga clínica por procedimentos invasivos sem profissionais habilitados Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil investiga uma clínica de estética no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, suspeita de realizar procedimentos invasivos, incluindo intervenções semelhantes à lipoaspiração, com profissionais sem habilitação para esse tipo de atendimento. A investigação é conduzida pela 52ª DP (Nova Iguaçu).

O caso começou a ser apurado em 5 de outubro, após policiais civis irem ao estabelecimento para verificar uma denúncia de irregularidades.

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Na ocasião, foram apreendidas 16 ampolas de midazolam, medicamento de uso controlado utilizado para sedação. A origem dos produtos ainda é investigada.

Durante as diligências, uma paciente relatou ter sido submetida a um procedimento anunciado como “hidrolifting”.

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Segundo o depoimento, a intervenção teria envolvido a introdução de uma cânula, a aspiração de gordura abdominal e a posterior aplicação do material nos glúteos.

A mulher afirmou que recebeu medicamentos sedativos e desmaiou três vezes durante o atendimento, que teria sido realizado por uma profissional sem formação concluída.

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A paciente também relatou complicações após outro procedimento estético, com dores e formação de nódulos na região glútea. Um exame de corpo de delito confirmou a existência de lesões corporais.

Os investigadores identificaram ainda publicações em redes sociais e mensagens em um grupo de WhatsApp utilizado pela clínica para divulgar procedimentos e promoções. Nas conversas, clientes relataram sentir dores intensas durante os atendimentos.

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Outro foco da investigação é a possível utilização indevida dos dados de um profissional apresentado como responsável técnico do estabelecimento.

Em depoimento à polícia, ele negou ter assumido a função, recebido pagamentos ou autorizado o uso de um carimbo com seu nome, encontrado no local.

A Polícia Civil apura possíveis crimes de exercício ilegal da medicina, lesão corporal, exposição da vida ou da saúde de terceiros a perigo, falsidade documental e infrações contra as relações de consumo.

As investigações continuam para esclarecer quais procedimentos eram realizados na clínica, identificar outras possíveis vítimas e determinar as responsabilidades dos envolvidos.

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