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Polícia investiga mortes durante operação e protesto na Vila Kennedy, no Rio

Guilherme Carvalho, de 18 anos, foi baleado durante manifestação de moradores pela morte de mototaxista em ação policial

Rio de Janeiro|Bernardo Pinho*, do R7, com Record TV Rio

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A Delegacia de Homicídios investiga as duas mortes
A Delegacia de Homicídios investiga as duas mortes

A Polícia Militar do Rio de Janeiro abriu um inquérito para investigar a morte do mototaxista Eberson Luis Santos, de 42 anos, baleado durante uma operação na Vila Kennedy, na zona oeste, neste sábado (25). Revoltados, os moradores fizeram um protesto. Durante a manifestação, um segundo homem foi morto.

Segundo a PM, policiais realizavam patrulhamento na entrada da comunidade quando foram atacados por criminosos. Após a troca de tiros, os agentes foram informados sobre um morador ferido no local do confronto. Tratava-se do mototaxista Eberson, que foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas já chegou na unidade sem vida.

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"Ele estava indo para o trabalho. Deram um tiro no pé do meu filho, na perna, e não deixaram as pessoas socorrerem meu filho. Eles fizeram uma covardia. Meu filho não era bandido", relatou Nicéia Santos, mãe de Eberson.

De acordo com ela, o filho também trabalhava como maqueiro. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que de fato Eberson trabalhou em uma unidade de saúde do estado, mas que ele saiu do emprego em junho.

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"Eles acham que todo mundo que mora na favela é bandido. Não tenho nada contra a polícia, mas tem que ter respeito. Eles não podem entrar assim, atirando nas pessoas", completou Nicéia.

A Delegacia de Homicídios investiga a morte de Eberson. Os policiais envolvidos na ação foram ouvidos e tiveram suas armas apreendidas.

Protesto

Após a morte do mototaxista, os moradores da Villa Kennedy realizaram um protesto na avenida Brasil, na altura da comunidade. Eles atearam fogo em pneus e bloquearam os dois sentidos da via.

Durante a manifestação, outro homem foi morto a tiros. Segundo os moradores, policiais à paisana, em um carro descaracterizado, atiraram porque achavam que Guilherme Carvalho, de 18 anos, estava cometendo um assalto.

O agente envolvido na ocorrência disse para a polícia que, quando passava pelo local, sofreu uma tentativa de assalto e atirou contra o suspeito.

"Meu filho era trabalhador, era criança. Quero justiça", disse a mãe do jovem, em entrevista à Record TV Rio.

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