Polícia mira sonegação fiscal com débitos superiores a R$ 100 milhões no Rio
Agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão; investigação aponta uso de empresas do comércio varejista em nome de “laranjas”
Rio de Janeiro|Do R7
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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (29), a primeira fase da Operação Denário, que investiga um esquema de sonegação fiscal envolvendo empresas do comércio varejista no Rio de Janeiro.
A ação é conduzida por agentes da Delfaz (Delegacia Fazendária), em conjunto com a Sefaz (Secretaria de Estado de Fazenda), e busca apurar irregularidades que resultaram em débitos tributários superiores a R$ 100 milhões.
Ao todo, são cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em diferentes endereços da capital fluminense.
Segundo as investigações, o grupo teria criado diversas empresas registradas em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para esconder os verdadeiros responsáveis pelos negócios.
Embora os estabelecimentos apresentassem diferentes responsáveis formais, eles seriam controlados, na prática, por um mesmo núcleo empresarial.
Um dos principais investigados é apontado como responsável pela criação e administração das empresas.
De acordo com a apuração, ele teria utilizado pessoas interpostas para ocultar sua participação nas atividades comerciais e dificultar a identificação dos responsáveis pelas supostas fraudes tributárias.
O trabalho de inteligência contou com levantamentos e análises fiscais realizados pela Sefaz-RJ. O cruzamento dos dados permitiu identificar débitos superiores a R$ 100 milhões vinculados ao conjunto de empresas associado ao grupo investigado.
Nesta primeira etapa, os policiais procuram documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer o funcionamento do esquema, identificar todos os envolvidos e dimensionar as possíveis irregularidades.
A Polícia Civil destaca que a sonegação fiscal provoca prejuízos aos cofres públicos e pode comprometer recursos destinados a serviços essenciais, como saúde, educação, segurança e infraestrutura.
A prática também prejudica a concorrência ao favorecer empresas que deixam de recolher tributos em relação àquelas que cumprem suas obrigações fiscais.
As investigações continuam para determinar a extensão das fraudes e identificar os possíveis responsáveis.
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