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Polícia ouve militares envolvidos em tiroteio que deixou um morto na Maré

Os dois soldados que disseram ter atirado já prestaram depoimento

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Moradores afirmam que a vítima era um trabalhador
Moradores afirmam que a vítima era um trabalhador

Seis militares da Força de Pacificação que estavam na ação que terminou na morte de um homem no conjunto de favelas da Maré, zona norte do Rio, foram à 21ª DP (Bonsucesso) para prestar depoimento, na tarde deste sábado (12). Dois deles confessaram ter efetuado disparos e já foram ouvidos pelo delegado.

Os outros quatro prestarão depoimento na condição de testemunhas. Em nota, a Força de Pacificação afirma que uma patrulha motorizada se deslocava por volta das 8h pela avenida do Canal quando dois homens, “ao se deparar com a tropa, tentaram se evadir” e fizeram disparos de armas de fogo contra os militares.


Essa foi a primeira morte registrada no Complexo da Maré desde que 2.700 homens do Exército e da Marinha ocuparam a região há exatamente uma semana. O objetivo da operação é expulsar do local grupos criminosos que atuam na região.

A Força de Pacificação afirma ainda que a troca de tiros foi feita “dentro do princípio da proporcionalidade”. A vítima, identificada como “Parazinho”, morreu no local. Outro homem conseguiu fugir com armas. Junto com o homem morto os militares dizem ter encontrado um radiocomunicador e três cápsulas calibre 9 mm.

Os moradores questionaram a versão oficial, e afirmaram que o homem era funcionário de um lava jato, que foi confundido com um traficante pelas tropas. Após o confronto, a população fez um protesto na Linha Amarela e na avenida Brasil. 

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