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Polícia prende acusado de matar PM em saída de boate em Nova Iguaçu (RJ)

Homem também é apontado como informante no caso que terminou com a morte de Eduarda Bastos, de 7 anos, em junho

Rio de Janeiro|Do R7

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"Marquinho" foi capturado por agentes da DHBF em São João de Meriti Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (3), Marcos Vinicius Moura da Silva, conhecido pelo apelido “Marquinho”, acusado de ser coautor da morte de um PM em Nova Iguaçu, em 2025. A ação foi realizada por agentes da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense).

O suspeito foi localizado na rua Anhanguera, em São João de Meriti, após trabalho de inteligência. O mandado de prisão foi expedido no âmbito de investigação que apura a coautoria de Marcos Vinicius no assassinato de um policial militar, ocorrido na madrugada de 20 de fevereiro de 2025, na saída de uma casa noturna às margens da rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu.


Além do homicídio do policial militar, Marcos Vinicius também é investigado por participação no caso que resultou na morte de Eduarda Cruz dos Santos Bastos, de 7 anos, assassinada em 22 de junho deste ano, na rua Beira Rio, no bairro de Austin, em Nova Iguaçu.

De acordo com depoimentos e apurações, a invasão à residência da família teria sido articulada por integrantes de uma facção criminosa com o objetivo inicial de subtrair bens e executar o pai da criança.


As investigações indicam que o suspeito, após o crime de 2025, teria se escondido no Complexo do Alemão e atuado como articulador da ação criminosa, repassando informações logísticas e indicando o alvo ao grupo envolvido.

Ainda conforme a Polícia Civil, Marcos Vinicius teria fornecido informações sobre a rotina e o endereço da família, além de recrutar participantes ligados à organização criminosa.


Durante a invasão, pelo menos quatro homens teriam entrado na residência, ocasião em que a criança foi atingida por disparos de arma de fogo.

Outro investigado no caso, Jefferson Bruno da Silva Oliveira, apontado como comparsa de Marcos Vinicius no homicídio do policial militar, foi encontrado morto um dia após o ataque à residência da criança, em circunstâncias que levantam a hipótese de “queima de arquivo”, segundo a investigação.


A polícia também informou que o suspeito preso teria retornado à residência da vítima um dia após a invasão, alegando prestar condolências à família, comportamento que causou estranhamento aos parentes e passou a ser analisado pelos investigadores.

As apurações ainda indicam a participação de Fernando Henrique Moreth Neves, que possui mandado de prisão em aberto e segue foragido.

A Polícia Civil afirma que o caso permanece sob investigação sigilosa, com o objetivo de identificar outros envolvidos ligados à organização criminosa.

Após o cumprimento das formalidades legais, Marcos Vinicius será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

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