Polícia prende operador financeiro do CV ao desembarcar no Aeroporto do Galeão, no Rio
Gabriel Maurício Soares Paes, o Ximba, é investigado por participar de esquema de fraudes financeiras, segundo investigações da DRE
Rio de Janeiro|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na madrugada desta sexta-feira (9), Gabriel Maurício Soares Paes, conhecido como “Ximba”, no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Segundo a DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes), ele é investigado por integrar a estrutura financeira do Comando Vermelho e foi detido ao desembarcar de uma viagem à Europa.
De acordo com os investigadores, Ximba mantinha ligação com Nikolas Fernandes Soares, o “Hurley”, preso durante a Operação Contenção, em 28 de outubro de 2025.
Nikolas é apontado como operador financeiro subordinado a Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, uma das lideranças da facção, e a Rosemberg da Silva Medeiros Gomes, o “Berg”, identificado pela polícia como contador do Complexo da Penha.
A investigação aponta que Ximba e Nikolas atuavam na dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas por meio de contas bancárias de terceiros e empresas de fachada em diferentes estados.
A análise de dados telemáticos vinculados a Nikolas revelou conversas sobre transferências bancárias, saques, movimentações de grandes quantias e conversão de dinheiro em espécie em operações financeiras.
Entre os episódios identificados, Nikolas teria informado a Ximba que possuía R$ 700 mil em espécie, levando o investigado a providenciar uma conta para viabilizar as transferências.
Os agentes também encontraram comprovantes de operações que somavam cerca de R$ 268 mil entre empresas. Em outra conversa, foi identificada uma transação de R$ 2 milhões atribuída a Ximba.
Segundo a Polícia Civil, o esquema envolvia o recebimento ou a disponibilização de dinheiro em espécie, inclusive de origem atribuída ao tráfico, com posterior compensação por meio de Pix, transferências bancárias e contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”, além de empresas utilizadas para fazer circular os valores.
Ximba também é apontado como um dos principais operadores de fraudes financeiras ligados à facção. Conforme a investigação, ele teria papel de destaque em um núcleo especializado na obtenção e circulação de recursos provenientes de diferentes golpes, além de chefiar uma central de fraudes financeiras.
Os investigadores identificaram ainda indícios de que pessoas próximas ao suspeito, incluindo sua companheira, teriam sido utilizadas para receber e movimentar recursos.
Relatórios de inteligência financeira apontaram possíveis vínculos entre contas associadas a ela e empresas com características de fachada sediadas em Rondônia.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp
















