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Postos aumentam preço do GNV mesmo após proibição 

Alguns estabelecimentos cobraram valor de R$ 5,99 pelo combustível e foram notificados por descumprir liminar da Justiça 

Rio de Janeiro|Rafaela Oliveira*, do R7

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Postos cobram valor aumentado do GNV no Rio
Postos cobram valor aumentado do GNV no Rio

Mesmo após a proibição do reajuste no preço do gás natural, alguns postos de combustíveis do Rio de Janeiro cobraram mais pelo abastecimento nesta segunda-feira (3). A informação foi recebida por meio de denúncias ao Procon e ao SindMobi (Sindicato dos Prestadores de Serviços por Aplicativos), que foram averiguar os estabelecimentos.

Um posto na Vila Rosário, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, estava cobrando o valor de R$ 5,99 pelo GNV. Após a intervenção das entidades, o preço foi reajustado para R$ 4,49. O presidente do SindMobi, Luiz Corrêa, conversou com o gerente do local para cumprimento da liminar. "Não podemos aceitar esse tipo de coisa", afirmou. 


O mesmo aconteceu em um posto próximo à barreira do Vasco, em São Cristóvão, na zona norte do Rio. 

De acordo com o Procon, há uma investigação para apurar a prática abusiva dos fornecedores de GNV, que elevaram o preço sem justa causa, o que é vedado pelo Código do Consumidor.


"A incerteza quanto à aplicação ou não do reajuste, dado o caráter liminar da decisão, preocupa também os postos de combustíveis, que oficiaram à Naturgy quanto à existência de algum plano para aplicação gradual do reajuste, caso autorizado, de forma a minimizar os impactos da medida", informou o órgão por meio de nota. 

O reajuste teria ocorrido após a Petrobras anunciar, a partir de janeiro de 2022, um aumento em torno de 50% no preço do gás natural fornecido às distribuidoras desse combustível. A Procuradoria-Geral do estado e a Assembleia Legislativa do Rio acionaram a Justiça em razão do grande impacto que o aumento do preço do gás encanado residencial, industrial e natural veicular causaria no dia a dia da população.


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“Esse aumento impactaria o custo de toda cadeia de consumo que envolve a utilização do gás natural, aumentando outros produtos e serviços, sacrificando ainda mais a população, e não podemos ficar omissos a isso", alegou o secretário de Defesa do Consumidor, Léo Vieira.


O Procon informou que vai continuar orientando os postos quanto ao cumprimento do que foi determinado pela Justiça.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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