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Presidente da Alerj é operado para retirar tumores da bexiga

Picciani deve voltar para casa nesta quinta e ficar em recuperação por, ao menos, duas semanas

Rio de Janeiro|Agência Brasil

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Após cirurgia, Picciani deve voltar para casa nesta quinta-feira (13)
Após cirurgia, Picciani deve voltar para casa nesta quinta-feira (13)

O presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Jorge Picciani (PMDB), que está de licença, foi submetido a uma cirurgia para retirada de dois tumores na bexiga nesta terça-feira (11). Em discurso no plenário da Alerj, o deputado Rafael Picciani (PMDB), filho de Jorge Picciani, disse que o pai passa bem.

O primeiro tumor tinha cerca de 15 milímetros e estava localizado no mesmo órgão em que o parlamentar teve um câncer no fim do ano de 2010. O anúncio de que o parlamentar tinha um tumor foi feito no início deste mês.

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Picciani foi internado para a retirada desse tumor, localizado na região da bexiga, mas, durante o exame que antecedeu a cirurgia, os médicos descobriram outro tumor, que também foi retirado nesta terça. Feita por meio de videolaparoscopia, a operação, durou cerca de quatro horas.

Jorge Picciani deve voltar para casa na quinta-feira (13) e ficar em recuperação por pelo menos duas semanas. O tempo de recuperação e a licença de Picciani na Alerj serão definidos após biópsia. A videolaparoscopia é um procedimento de endoscopia no qual se visualiza a cavidade abdominal por meio de uma videocâmara e em que é possível também fazer a intervenção cirúrgica.

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A assesssoria de comunicação da Alerj informou que a licença de Picciani começou nesta terça-feira, quando a presidência passou a ser ocupado pelo 2º vice-presidente, André Ceciliano (PT), porque o 1º vice-presidente, Wagner Montes (PRB), está de licença. Picciani preside a Alerj desde fevereiro de 2015. Anteriormente, ocupou o mesmo cargo em quatro mandatos consecutivos entre 2003 e 2010.

No dia 29 de março, após ser alvo de mandado de condução coercitiva, o deputado prestou depoimento na Polícia Federal dentro da Operação Quinto do Ouro, que descobriu um esquema de propinas pago a conselheiros do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado), que levou à prisão de cinco dos sete conselheiros do tribunal.

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No dia seguinte ao depoimento, em discurso na Alerj, Picciani negou qualquer participação no esquema investigado pela Operação Quinto do Ouro.

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