Logo R7.com
RecordPlus
‌

Presidente da Portela registrou ameaça em DP 6 meses antes de ser morto; B.O. servirá de norte, diz delegado

Segundo delegado, registro será crucial para investigações do homicídio

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Selminha Sorriso, mulher de Falcon, passou mal no velório e teve de se retirar
Selminha Sorriso, mulher de Falcon, passou mal no velório e teve de se retirar

O presidente da Portela, Marcos Falcon, assassinado em seu comitê de campanha na tarde de segunda-feira (26), fez um registro de ameaça na 29ª DP (Madureira) em março passado. Candidato a vereador pelo PP, o ex-PM foi sepultado na tarde desta terça-feira (27) no cemitério de Sulacap.

Segundo o delegado Brenno Carnevali, esse registro já está com a Delegacia de Homicídios da Capital e todos os envolvidos no episódio serão chamados para esclarecimentos.

‌

— As informações ali [do registro de ameaça] servirão de norte, serão informações cruciais, para a investigação de homicídio.

Foi também em março passado que Falcon sobreviveu a uma tentativa de homicídio, cuja investigação ainda não foi concluída. Acusado de ligação com milícias, Falcon estava jurado de morte havia meses, segundo investigação da Polícia Civil do Rio.

‌

Em 2011, quando ainda era diretor de carnaval da agremiação, ele foi preso ao levar um miliciano para se apresentar à prisão. Isso porque estava com munição e R$ 33 mil em espécie em seu carro. Falcon acabou expulso da Polícia Militar. Ele seria o cabeça de um grupo de milícia que age em Madureira e Oswaldo Cruz, bairro onde fica a Portela.

Segundo Carnevali, após a perícia no local do crime realizada ontem, restou constatado "com toda a certeza que se trata de uma execução".

‌

Agora a polícia investiga o que motivou o assassinato e, de acordo com o delegado, nenhuma linha de investigação é descartada. O delegado avalia que o fato de ser candidato a vereador, presidente da Portela e ex-agente do Estado são informações fundamentais e podem guardar relação com o motivo do crime.

O delegado disse que, "no momento oportuno", uma nova perícia de local será realizada para que eventuais dúvidas sejam sanadas. A prioridade dos investigadores é continuar tomando depoimentos de testemunhas e de parentes, além de traçar o perfil da vítima no trabalho, na família e junto aos amigos.

‌

Os investigadores também querem saber se Falcon tinha o costume de andar com segurança diariamente, quantos seriam e quem seriam. A partir dessas informações, a polícia vai apurar se, no momento do crime, ele estava acompanhado ou não de seguranças e por que eles não foram à delegacia prestar esclarecimentos.

Assista à entrevista com o delegado Brenno Carnevali:

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.