Presidente do TRE-RJ proíbe venda de prédio do tribunal na zona portuária do Rio
Edifício vem sendo alvo de especulação imobiliária com a reforma da zona portuária
Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil
O presidente do TRE-RJ (tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro), desembargador Bernardo Garcez Neto, proibiu a venda do prédio do tribunal, na avenida Rodrigues Alves, na zona portuária da cidade, onde estão armazenadas as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições no Estado. Em nota divulgada nesta quarta (19), o desembargador rechaça a ideia da venda ao proibir, em despacho, “qualquer iniciativa para alienação” da sede, “alvo de especulação imobiliária decorrente do projeto Porto Maravilha”, durante a sua gestão.
Segundo informações do TRE-RJ, a Kreimer Engenharia planejava construir um empreendimento imobiliário no local, oferecendo em troca erguer outro imóvel para abrigar as urnas eletrônicas. Além de apontar os "transtornos desnecessários" da transferência das urnas a oito meses das eleições de 2014, o presidente do TRE-RJ ressaltou a "insensatez" de uma negociação, “com possibilidade de prejuízo ao Erário”.
A nota lembra que, em dezembro de 2013, o TRE-RJ aprovou por unanimidade a suspensão da obra do novo edifício-sede na Cidade Nova, determinando processo administrativo para apurar “diversas ilegalidades na licitação e na execução da obra idealizada na gestão do desembargador Luiz Zveiter, que já consumiu R$ 12,2 milhões do dinheiro público e é alvo de investigação por parte do Conselho Nacional de Justiça”.
Companhia de Desenvolvimento e Urbanização da Região Portuária, responsável pelo Porto Maravilha, disse que não vai comentar o assunto.















