Procuradoria pede que Garotinho e Rosinha retornem à prisão 

Denunciados por corrupção passiva, peculato e organização criminosa, os dois foram soltos em 31 de outubro, após decisão do ministro Gilmar Mendes

Rosinha e Anthony Garotinho são acusado de corrupção

Rosinha e Anthony Garotinho são acusado de corrupção

Reprodução / Redes Sociais

O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou um documento ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde pede que o casal de ex-governadores do Rio de Janeiro Anthony e Rosinha Garotinho retornem para a prisão preventiva.

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Denunciados pelos crimes de corrupção passiva, peculato e organização criminosa, entre outros, os dois foram soltos em 31 de outubro, após decisão do ministro Gilmar Mendes.

O procurador rebateu o argumento da defesa de que o estado de saúde do ex-governador é um impedimento para que ele permaneça encarcerado.

Na petição, Augusto Aras ainda destaca o que chamou de habilidade delitiva dos políticos, frisando que o esquema criminoso do qual eles faziam parte durou pelo menos seis anos, sendo fartas as provas de que, na condição de governantes do estado, eles exigiram vantagens indevidas de empresas contratadas pelo poder público.

"Observa-se a habitualidade delitiva, por outro lado, na circunstância de que o esquema criminoso perdurou por anos a fio. Em duas oportunidades distintas, os arranjos para direcionar o resultado de licitação vindoura implicaram o desvio de recursos públicos, cuja duração foi de 2009 a 2016", pontuou.

Prisão

Os ex-governadores do Rio Anthony Garotinho e sua mulher, Rosinha Garotinho, foram presos novamente no dia 30 de outubro em cumprimento à ordem da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. 

As prisões preventivas foram determinadas a partir da apresentação de indício de que, soltos, poderiam atrapalhar a instrução processual.

Anthony e Rosinha são apontados pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) como suspeitos de participação em um esquema de superfaturamento em contratos entre a Prefeitura de Campos Goytacazes, no interior do Estado, com uma empreiteira investigada na Lava Jato, para a construção de casas populares. O casal teria recebido R$ 25 milhões. 

Em setembro, os ex-governadores do Rio de Janeiro passaram uma noite no presídio de Benfica, na zona norte da capital, mas foram soltos por decisão do desembargador Siro Darlan.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Ana Vinhas