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Procuradoria pedirá reintegração de posse de colégio no Rio

Nesta segunda (28), alunos ocuparam segunda escola estadual em uma semana 

Rio de Janeiro|Do R7

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A Procuradoria Geral do Estado pedirá a reintegração de posse do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. A escola está ocupada há uma semana por pessoas que apoiam a greve dos professores, iniciada dia 2 de março. Segundo o secretário de Estado de Educação, Antonio Vieira Neto, a unidade foi "invadida" por um grupo de 100 pessoas, "sendo cerca de 20 alunos do colégio". Nesta segunda (28) outra escola foi tomada por alunos, o Colégio Estadual Gomes Freire, na Penha, também na zona norte.

Em relação à escola da Ilha, o secretário disse que a ocupação está sendo feita, em sua maioria, por universitários e representantes de movimentos sociais e sindicais. No último dia 23, ele conversou com um representante dos professores e outro dos alunos, com a presença da Defensoria Pública e da Procuradoria Geral do Estado, e solicitou que as dependências fossem liberadas para que as aulas pudessem ser retomadas. Na ocasião, conforme informações da secretaria, o grupo não apresentou uma pauta de reivindicações. Não houve acordo.


A secretaria, em nota à imprensa, "lamentou o ocorrido, que prejudica os cerca de 2.300 alunos que têm o direito de estudar. Pais também reclamam que os filhos estão sendo prejudicados sem as aulas. A secretaria ressalta que a invasão impede o direito da garantia à educação dos alunos, bem como o livre direito do exercício da profissão do professor. Para a secretaria, o movimento é planejado, uma vez que os invasores têm recebido camisetas, adesivos, entre outros materiais, e alimentação".

A ocupação da escola da Penha, que começou nesta segunda (28) não foi reconhecida oficialmente por Vieira Neto. O Sepe-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) dá apoio ao movimento, mas segundo a coordenadora do sindicato, Susana Gutierrez, a iniciativa foi dos estudantes.

— A escola não tem internet, não tem porteiro, o que é um risco para a segurança. Os alunos querem a valorização da educação pública e a garantia de professores e funcionários.

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