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Protesto no Rio termina em confronto e depredação

Pelo menos 5 agências bancárias, uma concessionária e abrigos de ônibus foram destruídos

Rio de Janeiro|Do R7

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Manifestante é socorrida durante o protesto contra Cabral no bairro das Laranjeiras
Manifestante é socorrida durante o protesto contra Cabral no bairro das Laranjeiras

Policiais militares usaram bombas de efeito moral, balas de borracha, paintball e até pedras para acabar com mais um protesto na noites desta terça-feira, 27, na Rua Pinheiro Machado, em Laranjeiras, zona sul do Rio, onde fica o Palácio Guanabara, sede do governo estadual. O tumulto se alastrou pelo bairro e pelo menos cinco agências bancárias, uma concessionária da Volkswagen e abrigos de ônibus foram destruídos na Rua das Laranjeiras. Várias barricadas com lixo queimado e pregos de quatro pontas foram montadas para tentar impedir a aproximação de caminhonetes do Batalhão de Choque.

O confronto entre policiais e os cerca de 300 manifestantes, que mais uma vez protestavam contra o governador Sérgio Cabral (PMDB), começou por volta de 20h30, quando uma rapaz tentou impedir que PMs revistassem sua mochila. Houve tumulto e a grade de ferro que interditava a Pinheiro Machado na esquina com Álvaro Chaves, impedindo a aproximação do Palácio, foi empurrada. PMs usaram armas de paintball para marcar manifestantes, que lançaram pedras. Em seguida, caminhonetes com policiais do Choque começaram a perseguir "Black Blocs", que rapidamente montaram barricadas. Até um táxi que passava perto da Pinheiro Machado foi obrigado a retornar e usado como "escudo" por manifestantes.

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Ainda na Pinheiro Machado, antes da chegada do Choque, houve uma guerra de pedras entre "Black Blocs" e PMs que usavam apenas armas de choque e de paintball. Pelo menos três jovens foram arrastados por PMs e agredidos com chutes e cassetetes. Além de pedras, manifestantes lançavam rojões. Os grupo de PMs que recolhia pedras para jogar nos militantes acabou recuando e voltou para se proteger na barreira policial. Depois, começou a caçada do Choque pelo bairro.

Antes do tumulto na rua do Palácio, quando os manifestantes ainda se agrupavam no Largo do Machado, uma menina que atravessava a praça foi atingida na testa por uma bala de borracha. A confusão começou quando PMs detiveram um ativista que estava sem documento. Alguns lançaram pedras e policiais jogaram uma bomba de efeito moral e atiraram balas de borracha. A menina atingida na testa, que seria estudante de direito da UFRJ, foi atendida por socorristas em um banco da praça.

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Alguns manifestantes afirmaram ter recolhido cápsulas de projéteis no Cosme Velho, o que indica que policiais não teriam usado apenas armas consideradas não letais. PMs do Choque usavam toucas ninja e não estavam com identificação na farda. A reportagem do Estado estava ao lado de um menino negro com camisa do Botafogo quando um desses policiais veio na direção dele e disse em seu ouvido: "Você estava no Catete. Vou te pegar depois", possivelmente referindo-se ao protesto ocorrido no bairro na semana passada.

Um advogado que acompanhava a manifestação disse que pelo menos oito pessoas tinham sido detidas até as 22h30. Com o tumulto, várias ruas do bairro foram interditadas.

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