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Quinze alvos, um preso e movimentação de R$ 4 bi: os números por trás da operação que mirou influenciadores no Rio

A polícia identificou sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declarada pelos investigados

Rio de Janeiro|Do R7

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As influenciadoras Paola e Paulina prestaram depoimento na Cidade da Polícia RECORD

Os números por trás da Operação Desfortuna chamam a atenção. A investigação da Polícia Civil, que mirou 15 influenciadores, cumpriu mais de 30 mandados de busca e apreensão numa ação contra a promoção ilegal de jogos de azar. A suspeita é de que o esquema possa ter movimento bilhões de reais.

Os policiais civis estiveram em três estados: Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. Durante as buscas nos endereços dos alvos, 10 carros, diversos dispositivos eletrônicos, joias e acessórios de alto valor foram apreendidos. Em Arujá, um influenciador foi preso em flagrante com uma arma.


Ao menos quatro crimes são apurados nesta ação. Entre eles estão lavagem de dinheiro, estelionato, publicidade enganosa e crime contra a economia popular.

Para a polícia, essas personalidades públicas que acumulam milhões de seguidores fazem postagens com “promessas enganosas de lucros fáceis” e atraem pessoas para plataformas de apostas proibidas no país.


Aliás, a vida de luxo ostentada pelos influenciadores nas redes sociais, com viagens internacionais, compras de roupas e bolsas de grife e uso de carros de luxo, também foi outro ponto analisado.

Isso porque a investigação encontrou “sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declarada pelos influenciadores”.


A partir de relatórios financeiros, a polícia identificou movimentações bancárias suspeitas que, somadas, ultrapassam R$ 4 bilhões.

Em entrevista à RECORD, o delegado Renan Mello disse que os influenciadores ganhavam com as perdas dos apostadores.


“O que mais chama a atenção é que toda a divulgação dessas plataformas tem como única e exclusiva finalidade a ganância dos influenciadores em detrimento dos seus fãs, dos seus seguidores”.

A investigação ainda apura se existe uma organização criminosa estruturada com divisão de tarefas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada.

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