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Relatos publicados nas redes sociais trazem novos desdobramentos em caso de treinador de jiu-jítsu investigado no Rio

Ex-alunas acusam Bruno “Formiga” de assédio sexual; Caso é investigado pela Polícia Civil sob sigilo

Rio de Janeiro|Kauan Martinez*, da RECORD Rio

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Denúncias publicadas nas redes sociais deram origem aos questionamentos envolvendo Bruno Formiga

O professor de jiu-jítsu Bruno Leonardo Reis de Souza, conhecido como Bruno Formiga, de 42 anos, é alvo de novas denúncias feitas por ex-alunas de uma academia de jiu-jítsu na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

As acusações envolvem supostos episódios de assédio sexual e estupro. O caso é investigado pela 19ª DP (Tijuca) e tramita sob segredo de Justiça.

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Após a repercussão do caso, relatos de outras ex-alunas sobre supostos abusos passaram a circular nas redes sociais. As mensagens descrevem comportamentos considerados inadequados atribuídos ao professor, mas não há informação sobre eventual formalização dessas denúncias junto às autoridades.

Uma das mulheres que acusa o professor, uma atleta de 26 anos, afirma que passou a treinar com Bruno por considerá-lo uma referência na modalidade. Segundo o relato publicado por ela nas redes sociais, o professor teria adotado comportamentos considerados inadequados durante os treinamentos, incluindo aproximações físicas indesejadas, comentários de cunho pessoal e situações constrangedoras dentro da academia.

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Relatos publicados por ex-alunas nas redes sociais após a repercussão do caso. As declarações não representam conclusão da investigação, que segue em andamento na Polícia Civil Reprodução Instagram

A jovem também relata que, durante viagens da equipe para competições, o comportamento teria se intensificado. De acordo com a denúncia, em uma viagem para São Paulo, em 2024, o professor teria insistido em tocá-la dentro de um ônibus mesmo após sucessivas negativas. Já em maio de 2025, durante outra viagem à capital paulista, ela afirma ter sido vítima de estupro em um quarto de hotel após uma confraternização da equipe.

Outra ex-integrante da academia também relatou ter sofrido episódios de assédio durante os treinamentos. Segundo a mulher, algumas situações aconteciam na presença de outros atletas e eram tratadas como brincadeiras. Ela afirma que o professor teria se aproveitado de posições de treino para realizar contatos físicos considerados inadequados, além de fazer comentários sobre sua aparência e declarações que ela interpretou como investidas de caráter romântico e sexual.

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Ex-alunas compartilharam nas redes sociais versões sobre episódios que atribuem ao professor

Além das denúncias feitas por mulheres adultas, uma adolescente também tornou público em sua rede social um relato sobre o período em que integrou a equipe. A jovem afirma que foi submetida a situações constrangedoras durante os treinos e em viagens para competições. Segundo ela, o professor teria feito comentários de conotação sexual, mantido comportamentos considerados inapropriados e utilizado sua posição de autoridade para intimidá-la.

A adolescente também acusa o atleta Cauã Magalhães Amaral de violência sexual em duas ocasiões. As acusações fazem parte do mesmo inquérito policial. Em abril deste ano, a Justiça concedeu medidas protetivas em favor da jovem contra Bruno Formiga e Cauã Magalhães. A decisão foi baseada na Lei Henry Borel e não representa, por si só, reconhecimento de culpa ou condenação criminal.

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Em nota, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que processos envolvendo crimes sexuais tramitam sob segredo de Justiça para preservar a identidade das supostas vítimas.

A reportagem procurou Bruno Formiga e Cauã Magalhães para comentar as alegações citadas nesta matéria, mas não obteve retorno de nenhum dos dois até a publicação da matéria.

Já a defesa de Bruno Formiga e Cauã Magalhães negou veementemente todas as acusações. Os advogados afirmam que o inquérito segue sob sigilo e criticam a divulgação de informações da investigação. Segundo a defesa, as denunciantes apresentaram apenas suas versões dos fatos e deixaram de divulgar elementos que, de acordo com os advogados, contrariam as acusações.

Os representantes dos investigados também destacam que, até o momento, nem Bruno Formiga nem Cauã Magalhães foram indiciados pela Polícia Civil, denunciados pelo Ministério Público ou condenados pela Justiça. A defesa sustenta que ambos são inocentes e afirma que a própria investigação teria reunido depoimentos e elementos favoráveis aos investigados.

Até o momento, a Polícia Civil não divulgou conclusão sobre as acusações, e não há decisão judicial sobre o mérito dos fatos relatados pelas mulheres.

*Estagiário da TV, sob supervisão de Patricia Peramezza, chefia de edição

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