Rio de Janeiro Réu por feminicídio em shopping vai a júri popular em dezembro (RJ)

Réu por feminicídio em shopping vai a júri popular em dezembro (RJ)

Matheus da Silva matou Vitorya Mota, de 22 anos, com golpes de faca, em junho deste ano, no Plaza Shopping, em Niterói

Matheus em audiência de instrução e julgamento em 2 de agosto

Matheus em audiência de instrução e julgamento em 2 de agosto

CLEVER FELIX/LDG NEWS/ESTADÃO CONTEÚDO/02.08.2021

A juíza Nearis dos Santos Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), marcou para o dia 6 de dezembro, às 13h, o julgamento pelo Tribunal do Júri de Matheus dos Santos da Silva, acusado de matar a facadas Vitorya Melissa Mota, de 22 anos, no dia 2 de junho, no Plaza Shopping, em Niterói, na região metropolitana do Rio.  O crime teria acontecido porque a jovem não correspondeu ao interesso afetivo do acusado por ela.

O caso

Vitorya almoçava na praça de alimentação do shopping quando Matheus se aproximou. Durante uma conversa com a jovem, ele começou a esfaqueá-la. Testemunhas afirmaram que Vitorya chegou a gritar "não" ao tentar se afastar do agressor, mas ele impediu que ela se levantasse, colocando a mão em seu ombro, golpeando-a com uma faca. Ele só parou o ataque ao ser contido por uma testemunha, que o imobilizou até a chegada dos seguranças do shopping e da polícia. 

A vítima chegou a ser encaminhada para um pronto-socorro médico. Porém, diante da intensidade, da localização e da quantidade de facadas desferidas, não sobreviveu. A ação foi registrada por câmeras de segurança do local.

Investigação

A magistrada determinou que o laudo da perícia no celular da vítima, a ser feita em 60 dias, deve conter as conversas extraídas de um aplicativo de mensagem, fotografias, áudios e vídeos eventualmente existentes que podem ser usados na investigação.

Além disso, em dez dias devem ser entregues possíveis comprovantes de chamados telefônicos às unidades de emergência do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), da Polícia Militar e, se houver, eventuais gravações. Um ofício foi enviado ao Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) de Niterói, onde Matheus e Vitorya faziam curso técnico de Enfermagem, para obtenção do histórico ou ficha individual da jovem. 

No começo do mês, durante a 1ª audiência do caso, Matheus, réu por feminicídio, permaneceu em silêncio ao ser interrogado.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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