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Rio: estudantes protestam contra banheiros quebrados e falta de jantar em escola da zona norte

Escola Municipal Herbert Mozart, no Jardim América, tem ventiladores quebrados

Rio de Janeiro|Do R7

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Escola Municipal Herbert Mozart tem cerca de 1.000 alunos; material do 9º ano ainda não chegou na unidade
Escola Municipal Herbert Mozart tem cerca de 1.000 alunos; material do 9º ano ainda não chegou na unidade

Vasos sanitários entupidos, portas quebradas, ar-condicionado e ventiladores sem funcionar, atraso na entrega de material didático. Essa é a situação que os cerca de 1.000 estudantes da Escola Municipal Herbert Mozart, no Jardim América, zona norte do Rio enfrentam diariamente. Por meio de um vídeo enviado à TV Record, os alunos mostram a infraestrutura da escola em condições precárias.

— Não tem tranca nas portas, está tudo quebrado. Teve gente que já se cortou. Não tem papel higiênico e nem água para lavar a mão — disse um aluno no vídeo.


Uma das principais preocupações dos alunos é passar o verão no calor. Os aparelhos de ar-condicionado não funcionam e nem todas as salas tem ventilador.

— O ar-condicionado não funciona. A instalação elétrica da escola está toda ruim. Se ligar o ar-condicionado, pega fogo — disse outro estudante.


Outra aluna conta que já passou mal por causa das altas temperaturas.

— Teve um dia que eu fiquei com pressão baixa. Tava muito calor. Nenhum ventilador funciona.


Segundo os alunos, a direção da escola, que tem turmas do 6º ao 9º ano, já informou sobre as condições precárias à Secretaria de Educação. A situação levou os estudantes a fazerem uma manifestação. No vídeo, a diretora conversou com os estudantes, mas com a equipe da TV Record, que encontrou as portas fechadas, prevaleceu o silêncio.

Eduardo Gomes conta que não aguenta mais comer biscoito, porque os alunos do turno da tarde estão sem receber o jantar desde o começo do ano.


— Às vezes, o biscoito murcha, fica velho e a água do bebedouro sai escura e é quente.

Já Ingrid Seixas destaca a demora que o material didático levou para chegar. Segundo ela, muitos estudantes que não puderam comprar cadernos, canetas e lápis tiveram que esperar por meses.

— O material didático chegou praticamente no meio do ano. Tem gente que não tem condições e ficou sem. O 9º ano ainda não recebeu os livros. Aí, temos que copiar toda a matéria do quadro.

Assista ao vídeo: 

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