Rio de Janeiro Rio: moradores criam grupo em aplicativo para denunciar milicianos

Rio: moradores criam grupo em aplicativo para denunciar milicianos

MP-RJ identificou 12 suspeitos de integrar grupo paramilitar que atua na região de Jacarepaguá. Quadrilha é acusada de extorsão e estupro

Hospital estadual fica em área dominada por grupo

Hospital estadual fica em área dominada por grupo

Reprodução/Google Maps

Os moradores da região de Santa Maria, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, criaram um grupo em um aplicativo de mensagens para alertar a ação de milicianos ao MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). A partir dos relatos, o órgão denunciou 12 suspeitos à Justiça do Rio.

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Em nota, o MP-RJ declarou que "moradores, de forma corajosa e cansados da opressão experimentada na localidade, resolveram criar um grupo em um aplicativo de mensagens para abastecer a Draco  (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) com informações para ajudar no combate ao grupo".

Segundo o MP-RJ, a quadrilha comete crimes de extorsão entre moradores e comerciantes de Santa Maria, explora o sinal clandestino de TV a cabo e internet na região e monopoliza a venda de botijões de água e de gás, práticas comuns de grupos paramilitares.

A milícia de Santa Maria, de acordo com a denúncia apresentada à Justiça, também é apontada como responsável por roubos, estupros e lesões corporais como forma de intimidação e repressão aos moradores da região que se opõem às ações do grupo.

Um dos homens apontados como líderes da quadrilha, conhecido como Bicudo, foi preso na última terça-feira (4) em ação conjunta do Gaeco/MP-RJ (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) e da Draco.

No controle da região desde o segundo semestre de 2018, a milícia de Santa Maria é caracterizada pela divisão de tarefa entre os integrantes do grupo: chefes, seguranças, soldados, cobradores e olheiros.

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*Estagiário do R7, sob supervisão de Bruna Oliveira

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