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Rioprevidência diz que R$ 970 mi investidos no Master estão resguardados por decisão judicial

Diretores da autarquia foram alvo de busca e apreensão nesta sexta-feira (23), por suspeita de efetuarem movimentações irregulares

Rio de Janeiro|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rioprevidência mantém que R$ 970 milhões investidos no Banco Master estão protegidos por decisão judicial.
  • Quatro diretores da autarquia foram alvo de busca e apreensão por suspeitas de operações financeiras irregulares.
  • Banco Master foi liquidado após investigações revelarem fraudes financeiras e problemas de liquidez.
  • Rioprevidência assegura que serviços e calendário de pagamentos continuam normais para os segurados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Operação policial investiga investimentos do Rioprevidência em letras financeiras do Master Rovena Rosa/Agência Brasil - 19.11.2025

O Rioprevidência, órgão que administra o RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) do Rio de Janeiro, informou nesta sexta-feira (23) que todos os investimentos feitos pela autarquia no Banco Master “observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle”.

A instituição também comunicou estar resguardada por uma decisão judicial que reteve os R$ 970 milhões investidos no banco. A decisão, de dezembro último, partiu do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).


“Dessa forma, o investimento tem sido quitado com a retenção de valores decorrentes dos empréstimos consignados, que seriam repassados ao banco [Master]. Importante ressaltar que, com isso, os recursos estão à disposição do caixa previdenciário, e o investimento será liquidado em cerca de dois anos”, completou o Rioprevidência, por meio de nota.

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A autarquia disse, ainda, que está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. “O Rioprevidência informa ainda aos segurados que a prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração”, afirmou.


Leia a nota divulgada pelo Rioprevidência na íntegra:

O Rioprevidência informa que todos os investimentos efetuados pela autarquia observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.


O Rioprevidência destaca ainda que está resguardado por decisão judicial, de dezembro de 2025, que determinou a retenção de cerca de R$ 970 milhões, acrescidos de juros e correção monetária, referentes aos valores investidos pela autarquia. A medida visa proteger o patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio.

Dessa forma, o investimento está sendo quitado com a retenção de valores decorrentes dos empréstimos consignados, que seriam repassados ao banco. Importante ressaltar que, com isso, os recursos estão à disposição do caixa previdenciário e o investimento será liquidado em cerca de dois anos.


A autarquia reforça, também, que está à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a defesa dos recursos previdenciários.

O Rioprevidência informa ainda aos segurados que a prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração."

Operação Barco de Papel

Quatro diretores do Rioprevidência foram alvo de busca e apreensão nesta sexta-feira (23). Os investigados pela PF (Polícia Federal) são suspeitos de efetuar supostas operações financeiras irregulares que colocaram em risco o patrimônio da autarquia, responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro.

As movimentações resultaram na aplicação de quase R$ 1 bilhão em recursos da instituição em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.

Os investigados são: Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da instituição; o ex-diretor de investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner Rodrigues; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimentos interino da autarquia.

Escândalo financeiro

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro, após investigações da Polícia Federal revelarem o uso de créditos fictícios e a execução de triangulações financeiras complexas pela empresa para inflar artificialmente o próprio patrimônio e mascarar um colapso de liquidez.

O esquema envolvia a emissão de títulos falsos e a venda de carteiras de crédito inexistentes para outras instituições, como o BRB (Banco de Brasília), além da captação de recursos de investidores por meio da oferta de taxas de juros consideradas insustentáveis pelo mercado.

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