RJ: conselho de Medicina vai apurar morte de professora após plástica na barriga
Em caso de condenação, médico pode deixar de exercer profissão
Rio de Janeiro|Do R7

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) informou que abrirá sindicância para apurar a morte da professora que se submeteu a uma cirurgia plástica na barriga na Baixada Fluminense na última terça-feira (9).
A família da vítima acusa o médico de negligência. Em caso de condenação, as punições vão desde advertência confidencial até a cassação do exercício da Medicina. A direção do hospital e o médicos foram procurados, mas não se manifestaram sobre o caso.
A professora Cintia Fernandes de Oliveira, de 39 anos, morreu horas após realizar uma cirurgia de lipoescultura com miniabdominoplastia na Baixada Fluminense. De acordo com a família da vítima, o hospital informou que Cintia teria sofrido uma "suposta" embolia pulmonar. Parentes questionam a versão apresentada pelo médico, chefe do CTI (Centro de Tratamento Intensivo), para onde a paciente foi levada após o procedimento.
A irmã da professora, Janaína Fernandes de Oliveira, conta que, após ver a causa da morte, questionou o médico sobre o laudo impreciso.
— Eu falei para ele que eu não aceitava um atestado de óbito com uma suposição de causa morte. Ele falou que, já que eu não aceitava, eu teria que fazer uma necrópsia e abrir um boletim de ocorrência e que daria muito trabalho.
O corpo da professora, que morava em Mesquita, Baixada Fluminense, passou a manhã da última quarta-feira (10) à espera de remoção para o IML (Instituto Médico Legal) para passar por uma necropsia. A família diz que vai lutar por justiça e pedir para que o médico seja impedido de exercer a profissão.
Até o momento desta reportagem, a direção do hospital não havia comentado a morte de Cintia. O nome do médico que realizou a lipoescultura com miniabdominoplastia também não foi confirmado pela unidade. O paradeiro do cirurgião não foi informado.
Assista à reportagem:















