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'Mataram meu filho pela 3ª vez', diz pai de Henry após Monique Medeiros receber perdão judicial

O ex-vereador Jairinho, ex-companheiro da mãe do menino, foi condenado a mais de 40 anos de prisão pela morte da criança

RJ no Ar|Do R7

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O julgamento do caso Henry Borel, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foi concluído após 11 dias. Na madrugada de quinta-feira (4), a juíza proferiu a sentença condenando o ex-vereador Jairinho a 43 anos e 9 meses de prisão por homicídio duplamente qualificado e tortura. Já Monique Medeiros teve o crime desclassificado para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial.


Pai do menino, Leniel Borel ficou inconformado com o resultado: "Falei aqui da última vez, poucos meses atrás, que considerava que aquela decisão [soltar Monique] desta mesma juíza era uma segunda morte para o meu filho. E, agora, venho para vocês falar que mataram meu filho pela terceira vez. O que foi falado ali agora é que a misoginia matou o Henry. O Henry representa essas milhares de crianças que são vítimas todo dia e, por causa de decisões como essa, se abre precedentes para outras mães, que possam matar os seus filhos, que possam permitir que seus filhos sejam mortos."


Os réus estavam presos desde 2021, após a morte do menino. O processo compreendeu cerca de 20 mil páginas e contou com um Conselho de Sentença composto por sete jurados. A condenação de Jairinho inclui ainda uma indenização de R$ 400 mil ao pai da vítima.


Leniel, que atua como assistente de acusação, e a defesa de Jairo devem recorrer da decisão da Justiça.


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