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RJ: paciente denuncia falso médico na Baixada Fluminense

Suposto médico seria, na verdade, estudante de medicina e utilizava carimbo de médica formada

Rio de Janeiro|Rafael Nascimento*, do R7

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Caso foi registrado na 54ª DP; investigações estão em andamento
Caso foi registrado na 54ª DP; investigações estão em andamento

Um estudante de medicina foi denunciado por uma paciente por atender como médico formado no Hospital Municipal de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A paciente, que não quis ser identificada, falou ao Balanço Geral Manhã, da Record TV Rio, que procurou a unidade hospitalar por sentir febre e formigamento no corpo. Ela afirmou que o suposto médico prestou mal atendimento a ela.

"Nem olhou para o meu rosto, nem fez nenhum gesto de empatia. Já saiu assinando duas injeções", disse.

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Ao chegar na recepção do hospital para pegar remédios, a paciente foi questionada pela atendente o nome do médico. Ao olhar o carimbo e assinatura na receita, a mulher percebeu que o nome era de uma mulher. Quando confrontado, o estudante disse que era supervisionado pela médica e por isso utilizava o carimbo dela. O caso foi registrado na 54ª DP (Belford Roxo) e as investigações estão em andamento.

Versão do hospital

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A Prefeitura de Belford Roxo informou que a paciente chegou ao Hospital Municipal dizendo que queria um atestado médico. O caso era apenas de atendimento ambulatorial e não de emergência. Ela foi atendida e a médica Karla Leite de Oliveira passou todas as orientações ao acadêmico, que está no último período de medicina, e foi verificar um caso mais grave na unidade. Segundo a prefeitura, a paciente começou a gravar imagens e a falar alto.

O diretor médico do Hospital Municipal, o ortopedista Carlos Morelli, disse que também esteve na delegacia acompanhando a mulher, que foi registrar queixa. Morelli destacou que o estagiário não estava sozinho já que quatro clínicos, dois ortopedistas e dois pediatras também estavam no plantão. O ortopedista esclareceu ainda que o hospital é um polo de estágio da Universidade Iguaçu.

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Cremerj orienta supervisão de estudantes

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) afirmou que estudantes devem ter experiências práticas em unidades hospitalares, mas as mesmas devem ser supervisionadas.

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"Os acadêmicos de medicina podem e devem participar da rotina de clínicas e hospitais desde que sejam supervisionados por um médico com registro regular no Conselho Regional de Medicina do Estado. Os estágios médicos são previstos por lei e permitidos desde o primeiro período de faculdade. Quando sob supervisão, o estudante pode coletar informações do paciente, examiná-lo e até escrever a receita, sendo que esta só terá validade após ser devidamente avaliada, assinada e carimbada pelo médico responsável.

*Estagiário do R7, sob supervisão de PH Rosa

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