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Saiba quem são os diretores da Rioprevidência investigados em operação da Polícia Federal

Trio é suspeito de movimentar quase R$ 1 bi por meio de atividades irregulares que colocaram em risco patrimônio de autarquia

Rio de Janeiro|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal realizou operação para investigar diretores da Rioprevidência.
  • Os alvos são o diretor-presidente Deivis Marcon Antunes e ex-diretores Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal.
  • Suspeitas envolvem movimentações financeiras irregulares que somam quase R$ 1 bilhão.
  • As investigações apontam para riscos ao patrimônio da autarquia responsável por aposentadorias e pensões dos servidores do estado do Rio de Janeiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um dos alvos da operação, Deivis Marcon Antunes assumiu presidência da Rioprevidência em 2023 Rioprevidência/Divulgação - Arquivo

A PF (Polícia Federal) deflagrou, nesta sexta-feira (23), uma operação para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro ligados à diretoria do Rioprevidência.

Os investigados são: Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da instituição; o ex-diretor de investimentos do Rioprevidência, Eucherio Lerner Rodrigues; e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimentos interino da autarquia.


O trio é suspeito de efetuar operações financeiras irregulares que colocaram em risco o patrimônio do órgão, responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro.

As buscas ocorreram nas residências dos investigados e na sede da Rioprevidência. As investigações apuram movimentações de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.


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Também são apurados crimes contra o SFN (Sistema Financeiro Nacional), como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução a erro em repartição pública, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.

Investigados

Deivis Marcon Antunes é graduado em direito pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do Paraná) e construiu a carreira majoritariamente nos ramos de previdência complementar e governança corporativa. Em 2023, assumiu a presidência do Rioprevidência.


Eucherio Lerner Rodrigues deixou o cargo de diretor de investimentos do Rioprevidência antes do início das aplicações feitas pela instituição em letras financeiras do Banco Master.

Pedro Pinheiro Guerra Leal assumiu o cargo dele em março de 2023, mesmo mês em que a autarquia passou a investir recursos no Master.


Recursos

O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro último, após investigações da PF revelarem o uso de créditos fictícios e a execução de triangulações financeiras complexas pela empresa para inflar artificialmente o próprio patrimônio e mascarar um colapso de liquidez.

O esquema envolvia a emissão de títulos falsos e a venda de carteiras de crédito inexistentes para outras instituições, como o BRB (Banco de Brasília), além da captação de recursos de investidores por meio da oferta de taxas de juros consideradas insustentáveis pelo mercado.

O encerramento das atividades do Banco Master foi questionado na Justiça e será avaliado pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Contudo, não há possibilidade de que a liquidação seja revertida, segundo informações da própria Corte.

O Rioprevidência informa que todos os investimentos efetuados pela autarquia observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.

Posicionamento

Por meio de nota, o Rioprevidência informou que os investimentos feitos pela autarquia seguiram as normas vigentes e que a aplicação investigada tem sido quitada.

O órgão acrescentou que a “prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração.”

Leia a nota na íntegra:

O Rioprevidência informa que todos os investimentos efetuados pela autarquia observaram rigorosamente a legislação vigente e as normas dos órgãos de controle.

O Rioprevidência destaca ainda que está resguardado por decisão judicial, de dezembro de 2025, que determinou a retenção de cerca de R$ 970 milhões, acrescidos de juros e correção monetária, referentes aos valores investidos pela autarquia. A medida visa proteger o patrimônio previdenciário dos servidores ativos, aposentados e pensionistas do Estado do Rio.

Dessa forma, o investimento está sendo quitado com a retenção de valores decorrentes dos empréstimos consignados, que seriam repassados ao banco. Importante ressaltar que, com isso, os recursos estão à disposição do caixa previdenciário e o investimento será liquidado em cerca de dois anos.

A autarquia reforça, também, que está à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários e reafirma seu compromisso com a transparência, a legalidade e a defesa dos recursos previdenciários.

O Rioprevidência informa ainda aos segurados que a prestação de serviços acontece normalmente, e o calendário de pagamentos permanece sem qualquer alteração."

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