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Sangue de filhos de Amarildo será comparado a mancha encontrada dentro de viatura da UPP da Rocinha

Resultado deve sair até o fim da semana, segundo a polícia

Rio de Janeiro|Do R7

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O filho mais velho e a filha mais nova do pedreiro Amarildo Dias, que sumiu após ser levado por policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, há cerca de duas semanas, cederam amostras de sangue à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (31). O material genético deles será comparado ao de uma mancha de sangue detectada em uma das viaturas que fazem parte do patrulhamento da comunidade.

O exame foi realizado no laboratório da polícia, no centro. A expectativa é de que o resultado seja divulgado até sexta-feira (2).


O delegado Orlando Zaccone, titular da Delegacia da Gávea (15ª DP) e que iniciou as investigações sobre o caso, disse que câmeras flagraram o pedreiro sendo escoltado do Centro de Comando até o portão da sede da UPP, na Rocinha.

— Tem imagem dele sendo escoltado até a viatura. Mas só temos isso. A partir do momento que a viatura passa do portão vermelho [sede da UPP], não tem mais imagens.


A polícia informou que as câmeras que poderiam ter gravado os passos de Amarildo na UPP e até sua saída do local não estavam funcionando. Peritos do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) analisam os equipamentos para saber se foram desligados propositalmente ou se estavam queimados. Na terça (31), o caso foi transferido para a Divisão de Homicídios.

Na manhã desta quarta, um protesto, que teve o caso de Amarildo como protagonista, espalhou manequins cobertos e sem rosto pela areia da praia de Copacabana.


Auxílio na investigação

A Coordenadoria de Direitos Humanos do Ministério Público também vai passar a investigar o desaparecimento de Amarildo Dias. O promotor responsável pelo caso defende o afastamento do comandante da UPP da Rocinha,na zona sul, major Edson, enquanto o crime não for esclarecido. 


O morador da Rocinha não é visto há 17 dias, quando foi abordado por policiais dentro da favela, durante operação para combater o tráfico de drogas local. O caso foi transferido na segunda-feira passada (29) para a Delegacia de Homicídios, já que se passaram 15 dias de desaparecimento da vítima.

A família de Amarildo foi atendida na Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Os parentes vão receber assistência jurídica em ações contra o Estado. A mulher e o filho da vítima, que abriram mão do serviço de proteção a testemunhas, disseram que vão continuar a morar na Rocinha.

O delegado da Delegacia da Gávea (15ª DP), que investiga o desaparecimento, e os parentes de Amarildo serão chamados para depor. O caso tem sido tema de protestos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Manifestantes cobram explicações também na internet, transformando a pergunta "Onde está o Amarildo?" em um viral.

Sobre o sumiço do morador, o governador do Estado, Sérgio Cabral, disse que a situação é intolerável e que investigações estão sendo feitas para descobrir o responsável pelo crime.

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